Mota-Engil doa 17 mil fardas protetoras a profissionais de saúde

Em plena pandemia do coronavírus, a construtora Mota-Engil anunciou um donativo de 17 mil batas de proteção individual aos profissionais de saúde do Hospital de São João e do Hospital de Lisboa Norte.

A Mota-Engil doou 17 mil fardas protetoras para serem usadas por profissionais de saúde do Hospital de São João e do Hospital de Lisboa Norte. Face à pandemia do coronavírus, a construtora junta-se assim à onda de solidariedade na qual outras empresas também embarcaram nos últimos dias.

“A Mota-Engil SGPS confirma que entregou na Direção de Aprovisionamentos do Hospital S. João, cerca de 17 mil fardas protetoras para apoio a este combate que o país atravessa”, explicou a empresa, num comunicado em que acrescenta que está prevista a disponibilização destes equipamentos “pelos profissionais do Hospital de São João, no Porto, como também pelo Centro Hospital de Lisboa Norte (CHULN)”.

Para além desta doação, a construtora implementou uma série de medidas de proteção para fazer face ao surto de Covid-19: definiu áreas de isolamento e o procedimento a aplicar em caso de contágio e suspendeu todas as viagens entre países onde a Mota-Engil opera de forma a reforçar a prevenção ao contágio dos nossos colaboradores, suas famílias e comunidade envolventes.

Este donativo acontece numa altura em que existem 2.060 infetados pelo novo coronavírus em Portugal. Destes, 201 estão em internamento hospitalar e 47 estão em unidades de cuidados intensivos. Há ainda um total de 14 pessoas recuperadas e de 23 mortes provocadas pela doença Covid-19.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Mota-Engil doa 17 mil fardas protetoras a profissionais de saúde

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião