Após CGD, BPI e Santander, Crédito Agrícola também vai dar moratórias no crédito a famílias e empresas

A instituição vai permitir às famílias com crédito à habitação ou consumo e também às empresas que possam adiar por vários meses os reembolsos dos seus empréstimos junto do banco.

Também o Crédito Agrícola vai permitir que famílias e empresas possam beneficiar de moratórias nos empréstimos contraídos junto do banco. A instituição financeira liderada por Licínio Pina vai permitir uma “carência de capital ou prorrogação do termo do prazo de pagamento até 12 meses“, juntando-se à CGD, BPI e Santander na disponibilização deste tipo de ferramentas aos clientes mais afetados pela crise da pandemia.

“Com o objetivo de ajudar a mitigar os efeitos económicos e sociais que o surto do Covid-19 está a provocar na sociedade portuguesa, o Crédito Agrícola criou um mecanismo de moratória para os créditos regulares para particulares e empresas que permite uma carência de capital ou prorrogação do termo do prazo de pagamento até 12 meses, cumulativos entre carência e prorrogação”, explica em comunicado.

O Crédito Agrícola explica ainda que este instrumento de apoio se aplica a “clientes que estejam em situação regular com Banco”, abrangendo o crédito à habitação, ao consumo e também créditos ao investimento e tesouraria, isto para o caso das empresas.

A instituição diz ainda que “ajustará estas condições às orientações ou decisões que vierem a ser tomadas pelas autoridades legislativas ou regulatórias, europeias ou nacionais”.

De notar que o Governo já antecipou que ainda esta semana deverá ser publicada a legislação que irá reger a atribuição destas moratórias de crédito que permitirão aliviar os encargos com prestações às famílias cujos rendimentos sejam afetados pela crise da pandemia.

Linhas de crédito para apoio a famílias e empresas

A par destas moratórias, o Crédito Agrícola também decidiu lançar “Linhas de Crédito de Apoio Especial” para apoiar empresas e famílias.

Para os particulares, foi lançada a Linha de Crédito de Apoio Especial Pessoas Singulares “para fazer face aos encargos que tendem a aumentar, seja por despesas de saúde, seja pela contingência de passar a ficar em casa, com as despesas acrescidas que daqui, naturalmente resultam e os rendimentos serem reduzidos”, concretiza o banco.

Do lado das empresas, lançou a Linha de Crédito de Apoio Especial – Fundo Maneio, dirigida a empresas e a empresários em nome individual, “acessível a todo o tipo de empresas nacionais com necessidade de liquidez na atual conjuntura”. Servirá nomeadamente, para o pagamento de salários, encargos com a manutenção da atividade, pagamento a fornecedores, vigorando um montante máximo de financiamento até 100 mil euros.

O Crédito Agrícola também se associou ao Estado Português e ao Sistema Nacional de Garantia Mútua na Linha de Crédito Capitalizar 2018 COVID-19 que tem um montante global de 200 milhões de euros e com um limite de financiamento de 1,5 milhões de euros por empresa e por linha específica.

(Notícia atualizada às 16h05)

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