Beta-i lança curso e podcast para incentivar inovação em empresas

  • ECO
  • 25 Março 2020

Curso online gratuito arranca a 22 de abril. Programa em direto no youtube estreia a 26 de março, e vai possibilitar perguntas e comentários do público em direto.

A Beta-i vai lançar um curso gratuito online, em colaboração com instituições europeias, para inspirar as empresas a fazer face aos desafios decorrentes do coronavírus através da inovação colaborativa. A ideia, anunciou a consultora em comunicado, é garantir a sobrevivência das empresas num contexto económico em que “se anteveem grandes dificuldades para negócios em diversos setores”.

O curso “Co-InnovationJourney for Startups andCorporates” é uma formação online e resultado de meses de trabalho presencial e remoto, levado a cabo por um consórcio europeu que inclui a Beta-i, em representação de Portugal, e universidades, empresas e instituições de mais seis países (Alemanha, Áustria, Bélgica, Finlândia e Polónia). “Ao longo de seis semanas de formação, o curso aborda temáticas específicas e ensina a empresas e startups os fundamentos e as modalidades de inovação colaborativa, bem como exercita o desenho inicial desta colaboração através do ‘Co-Innovation Builder’, um mapa que organiza o arranque de projetos de inovação aberta entre as duas entidades”, sublinha a Beta-i.

O arranque do curso está marcado para 22 de abril e “é direcionado a gestores e colaboradores de empresas de qualquer setor, e a empreendedores interessados em compreender melhor o funcionamento de projetos de inovação colaborativa com empresas — que muitas vezes não envolvem investimento direto ou venture capital”, explica ainda a consultora. Com duração de seis horas por semana, o currículo é composto por palestras, artigos informativos, questionários, discussões e atividades práticas para reunir os diferentes atores.

“Tão importante como conter este vírus, é impulsionar a capacidade das empresas se reinventarem de forma inovadora e colaborativa, sobretudo diante do impacto que esta pandemia terá para uma sociedade mais sustentável. Esta crise tem, assim, potencial para contribuir para uma mudança de paradigma — é um momento para reinventar a forma como trabalhamos, para modelos mais flexíveis e remotos, para acelerar a transição digital na maioria dos setores económicos, para reforçar a diversificação económica e para se apostar fortemente em novas estratégias de colaboração que garantam o crescimento e sustentabilidade dos negócios”, detalha Pedro Rocha Vieira, CEO e cofundador da Beta-i.

Além do curso online, a Beta-i lança também o Beta-Cast, disponível no canal de Youtube da Beta-i que, semanalmente, irá explorar semanalmente um tema prático que possa ser aplicado aos desafios atuais das empresas e startups, dando à audiência a possibilidade de participar, ao vivo, no debate, com comentários e perguntas.

“Faz parte da nossa estratégia enquanto consultora, próxima do tecido empresarial e empreendedor português e internacional, ter um papel ativo neste contexto de crise económica. Como tal, esperamos que estes dois conteúdos possam permitir às empresas e startups encontrar um rumo que os prepare para este período de quarentena e para a recuperação económica. É a forma como atuamos hoje que irá determinar a sobrevivência económica da maioria de nós nos próximos anos”, conclui Pedro Rocha Vieira.

O primeiro episódio do Beta-Cast será transmitido ao vivo nesta quinta-feira, a 26 de março, a partir das 19h, para discutir o tema “Innovation in Times of Crisis”.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Beta-i lança curso e podcast para incentivar inovação em empresas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião