CEO mais bem pagos ganharam mais em 2019. Top 3 arrecadou seis milhões

Em conjunto, os líderes da EDP, Jerónimo Martins e Galp Energia ganharam mais 2,8% do que em 2018. António Mexia continua no topo.

Os três CEO mais bem pagos das empresas da bolsa portuguesa receberam, em conjunto, mais de seis milhões de euros no ano passado, entre remuneração fixa e variável. No top 3 do PSI-20, — que é composto pelos CEO da EDP, Jerónimo Martins e Galp Energia — apenas um recebeu menos em 2019 do que no ano anterior.

O líder da EDP, António Mexia, mantém-se no topo da lista como o gestor mais bem pago do país. No total, recebeu 2,17 milhões de euros brutos, apesar de o montante ter encolhido 1,5% face aos 2,2 milhões de euros recebidos em 2018.

A remuneração fixa referente a 2019 fixou-se em 1.015.024 euros, enquanto a remuneração variável plurianual ascendeu a 826.407 euros. Ambos aumentaram face ao ano anterior pelo que a grande diferença no rendimento de Mexia está na remuneração variável anual, que caiu para quase metade: 325.032 euros.

Ainda assim, Mexia ganhou mais de dois milhões de euros. Em 2018, tinha sido o único CEO do PSI-20 neste grupo, mas no ano passado recebeu mais um elemento. O salário do CEO da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, aumentou, colocando-o de novo no restrito grupo de gestores que ganharam mais de dois milhões de euros.

A remuneração fixa do CEO da cadeia dona do Pingo Doce fixou-se em 685 mil euros no ano passado. A este valor, acrescem ainda 1,08 milhões de euros de componente variável — atribuída e paga em 2019, na sequência da avaliação de desempenho no exercício de 2018 –, bem como 306.395,81 para o plano de poupança para a reforma.

Feitas as contas, o salário de Pedro Soares dos Santos ascendeu a 2,07 milhões de euros, o representa uma subida de 8,8% face aos 1,9 milhões que Pedro Soares dos Santos tinha recebido em 2018.

A fechar o top 3 dos gestores mais bem pagos em Portugal está Carlos Gomes da Silva. O CEO da Galp Energia também viu a remuneração aumentar no ano passado, mas não o suficiente para entrar no clube dos dois milhões de euros.

A remuneração global do presidente executivo da Galp Energia aumentou em 1,5% para quase 1,8 milhões de euros, depois de ter recebido 1,75 milhões de euros, no ano passado.

A componente fixa totalizou 980 mil euros, mas entre remunerações variáveis, PPR e outros, o valor total foi de quase o dobro. O bónus do ano passado foi de 181 mil euros, inferior aos 227 mil euros do prémio plurianual. Só com PPR recebeu 245 mil.

Em conjunto, os líderes da EDP, Jerónimo Martins e Galp Energia ganharam assim um total de 6,016 milhões de euros no ano passado. Ou seja, os três receberam — entre remuneração fixa e variável — mais 2,8% do que os 5,852 milhões recebidos em 2018.

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