Trump admite impor quarentena em três estados, incluindo Nova Iorque

  • Lusa
  • 28 Março 2020

O Presidente norte-americano diz estar a pensar na hipótese de impor quarentena em Nova Iorque, New Jersey e talvez um ou outro lugar, como algumas partes de Connecticut.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu este sábado a possibilidade de impor quarentena em três estados, incluindo Nova Iorque, para travar a pandemia de coronavírus nas regiões mais críticas.

“Gostaríamos de ter quarentena em Nova Iorque, porque é um ponto crítico. Nova Iorque, New Jersey e talvez um ou outro lugar, como algumas partes de Connecticut. Estou a pensar nisso agora”, disse Trump.

“Podemos não ter de o fazer, mas há uma possibilidade de, em algum momento, ser necessário”, explicou, depois de esta semana ter dito ser necessário que a população regressasse à vida normal, para procurar salvar a economia norte-americana. Trump indicou que, a existir, a quarentena será por um curto período, possivelmente duas semanas, afirmando ter discutido a questão com o governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo.

O governador já respondeu que nunca discutiu o tema com o Presidente e que não sabe sequer a que se refere Donald Trump, quando fala de quarentena. “Não sei como poderá ser legalmente aplicável. Do ponto de vista médico, nem sei o que se conseguirá resolver com isso. Não gosto do que estou a ouvir”, reagiu Cuomo, sobre a hipótese levantada por Trump.

O estado de Nova Iorque é o epicentro da pandemia nos Estados Unidos, com 52.318 confirmados e 728 mortes. Perante este cenário, Andrew Cuomo, anunciou hoje o adiamento das eleições primárias, que estavam marcadas para o dia 28 de abril e que ficam agendadas para 23 de junho, imitando as decisões de dez outros estados que estão a reprogramar a fase de escolha dos candidatos às eleições presidenciais de novembro.

Os Estados Unidos registam já o maior número de infeções em todo o mundo, com mais de 100.000 casos confirmados e mais de 1.700 mortes, por causa do coronavírus, que já infetou mais de 600 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 28.000. Dos casos de infeção, pelo menos 129.100 são considerados curados.

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