Fidelidade ajuda resultados da Fosun. Grupo chinês lucra 1,9 mil milhões em 2019

Negócio segurador em Portugal representa mais de 10% do total das receitas da Fosun e ajudou o conglomerado chinês a obter lucros de 1,9 mil milhões de euros em 2019.

Os lucros do grupo chinês Fosun subiram 10% para 14,8 mil milhões de yuan (cerca de 1,9 milhões de euros) em 2019, com o negócio segurador do conglomerado em Portugal a contribuir decisivamente para os resultados do ano passado.

Em Portugal, a Fosun detém a seguradora Fidelidade e e é o maior acionista (27,25%) do Millennium BCP. E indiretamente, através da Fidelidade, é o dono do grupo de hospitais Luz Saúde.

A Fosun registou receitas recorde no ano passado, atingindo 142 mil milhões de yuan (aproximadamente 18,4 mil milhões de euros), um aumento de 31% face ao anterior. Do volume de negócios registado em 2019, 55% foi faturado na China continental, enquanto os outros 45% tiveram origem nos negócios fora de portas.

O grupo chinês indica que as receitas das cinco principais companhias industriais representaram mais de 80% do total. Entre essas companhias está a seguradora portuguesa Fidelidade, que representou 13% das receitas da Fosun no ano passado, um resultado que foi impulsionado pela aquisição de uma companhia de seguros peruana, a La Positiva. A Fosun Insurance Portugal teve receitas de mais de quatro mil milhões de euros, destaca o grupo chinês.

A Fosun divide os seus negócios em três áreas: Saúde (Health), Felicidade (Happiness) e Fortuna (Wealth) — este último segmento integra os negócios de Seguros, Finanças e Investimento.

Em relação ao negócio de Saúde, os lucros aumentaram 5% para 1.561,4 milhões de yuan (201 milhões de euros). O negócio de Felicidade gerou um lucro de 2.826,7 milhões de yuan (364 milhões de euros), um acréscimo de 24% face ao mesmo período do ano passado, à boleia do bom desempenho na área do turismo.

Mas é o negócio Fortuna que continua a ser a principal fonte de ganhos: os lucros subiram 8% para 10.412,8 milhões de yuan (1,3 mil milhões de euros).

Dentro do segmento Fortuna, o subsetor Segurador registou lucros de 2.606,8 milhões de yuan (335,9 milhões de euros), enquanto os subsetores de Finanças e de Investimentos tiveram lucros de 1.501 milhões de yuan (193,4 milhões de euros) e 6.305 milhões de yuan (812,3 milhões de euros), respetivamente.

No subsetor Finanças, a Fosun conta com, entre outros investimentos, uma participação de mais de 27% no BCP. O banco português registou lucros de 302 milhões de euros em 2019 mas já anunciou que não vai distribuir dividendos pelos acionistas.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Fidelidade ajuda resultados da Fosun. Grupo chinês lucra 1,9 mil milhões em 2019

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião