Covid-19 leva Jerónimo Martins a adiar assembleia geral e resultados

Surto de coronavírus levou a retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos a adiar o encontro anual com acionista em que vai aprovar as contas de 2019 e votar a distribuição de dividendos.

A Jerónimo Martins decidiu adiar a assembleia geral (AG) de acionistas e a apresentação de resultados do primeiro trimestre devido ao surto de Covid-19. A retalhista é a primeira empresa do PSI-20 a aproveitar a margem dada pelo Governo às cotadas para realizarem as assembleias anuais mais tarde.

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Jerónimo Martins anuncia a desconvocação da AG, que estava marcada para dia 16 de abril. Justifica que “se entende não estarem reunidas as condições para que a Assembleia Geral possa decorrer”.

Desde a data em que foi determinado convocar a assembleia, “a situação excecional ocasionada pela epidemia da doença Covid-19 levou à declaração do estado de emergência“, lembram.

O Governo alargou o período em que as empresas podem realizar assembleias-gerais anuais até 30 de junho devido ao surto. E a CMVM emitiu recomendações especificas, nomeadamente aconselhando as cotadas a realizarem as AG de forma remota, mas a Jerónimo Martins considera que não tem condições para o fazer.

“Não obstante se ter incentivado os acionistas a exercerem o seu direito de voto por uma das vias alternativas à votação presencial, em especial a votação por correio eletrónico se constata que, até ontem, data limite para o efeito, vários acionistas que manifestaram a intenção de participar na Assembleia Geral não declararam pretender fazê-lo por correio eletrónico“, acrescenta a retalhista.

A AG será realizada em data ainda a determinar até 30 de junho. Já a apresentação de resultados do primeiro trimestre passa de 22 de abril para 13 de maio, anunciou num outro comunicado a empresa dona do Pingo Doce que lucrou 433 milhões de euros em 2019.

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