Espanha regista 932 mortes nas últimas 24 horas. Ritmo abrandou pela primeira vez esta semana

Em Espanha há 117.710 casos confirmados de Covid-19, sendo que quase 11 mil pessoas já morreram vítimas da doença. Há mais de 30 mil pessoas recuperadas.

Depois de ter registado um número recorde de vítimas mortais, Espanha registou uma ligeira diminuição do número de mortos, pela primeira vez esta semana. O país tem mais 932 mortes pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo o Ministério espanhol da Saúde. Em termos globais, o país conta já com mais de 117 mil infetados e quase 11 mil óbitos declarados, avança o El País (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Depois de seis dias consecutivos a aumentar, o número de mortos registados nas últimas 24 horas abrandou ligeiramente. Foram declarados 932 óbitos, elevando o total para 10.935.

O mais recente balanço feito pelo Ministério da Saúde espanhol dá conta de 117.710 pessoas infetadas com coronavírus desde que o surto foi detetado no país, sendo que mais 56.000 pessoas estão hospitalizadas. Espanha ultrapassa, assim, o número de casos confirmados em Itália, que registava até esta quinta-feira mais de 115 mil casos confirmados. No país vizinho, até ao momento, 30.513 pessoas estão curadas.

Face ao panorama vivido no país, a ministra do Trabalho espanhola garantiu que o primeiro-ministro irá propor ao Congresso alargar o estado de alarme para depois de 11 de abril e em função do “critério técnico” das autoridades de saúde.

Alemanha supera os mil mortos pelo novo coronavírus

A Alemanha, o terceiro país com mais casos da Europa e o quinto do mundo, regista 79.696 infetados com o novo coronavirus, um crescimento de 6.174 em relação ao dia anterior.

O Instituto Robert Koch (RKI), entidade responsável pela prevenção e controlo de doenças, citado pela Lusa, dá conta de 1.017 vítimas mortais, um aumento de 145 em relação ao balanço anterior.

Os dados do Instituto Robert Koch, o centro de epidemiologia da Alemanha, adiantam que os estados federados mais afetados continuam a ser a Baviera, a Renânia do Norte-Vestfália e Baden-Württemberg, com 20.237, 16.606 e 16.059 infetados, respetivamente, o que representa um aumento de 1.741, 1.179 e 1.397 pessoas em cada estado, nas últimas 24 horas.

O avanço dos contágios difere consideravelmente entre os estados federais, com a duplicação de casos a acontecer aos 13,3 dias na Renânia do Norte-Vestfália, aos 12,2 dias em Baden-Württemberg e aos nove dias na Baviera – os “Länder” mais afetados -, enquanto em Berlim acontece a cada 13,6 dias, de acordo com os cálculos do jornal Süddeutsche Zeitung, divulgados também na quinta-feira.

Em contrapartida, no Saarland, os casos de contágio avançam mais rapidamente e duplicam a cada 6,2 dias.

Os números do Instituto Robert Koch foram atualizados às 08h10 desta sexta-feira (06h10 em Lisboa), mas continuam abaixo dos da Universidade Johns Hopkins, que tem um método mais dinâmico de recolha de dados.

Nos valores registados pela universidade, a Alemanha terá 84.794 infetados, ultrapassando o número de pessoas infetadas na China – 82.432 – e torna-se o quarto país mais afetado pela covid-19, atrás dos Estados Unidos (243.453), da Itália (115.242) e da Espanha (112.065), segundo dados da instituição americana.

Além disso, há cada vez mais médicos e profissionais de saúde entre os casos confirmados de contágio, com mais de 2.300 infetados neste momento, segundo dados da Robert Koch divulgados pelas televisões públicas regionais NDR e WDR e o Süddeutsche Zeitung, que indicam que o número de doentes pode ser ainda maior.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 51 mil. Dos casos de infeção, cerca de 190.000 são considerados curados. Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Espanha regista 932 mortes nas últimas 24 horas. Ritmo abrandou pela primeira vez esta semana

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião