Chineses desistem da compra do BNI Europa

BCE já tinha dado autorização ao grupo chinês KWG para comprar 80% do capital do BNI Europa, liderado por Pedro Pinto Coelho. Acordo falhou à última hora devido à crise provocada pela pandemia.

O grupo chinês KWG desistiu da compra do banco português BNI Europa, num negócio que se arrastava desde 2017 e que já tinha autorização do Banco Central Europeu (BCE), mas que terminou abruptamente sem sucesso por causa da incerteza provocada pela pandemia do Covid-19.

Contactado pelo ECO, o banco confirmou a informação. “Apesar de terem sido cumpridas todas as condições para a concretização da operação de alienação de uma participação de 80,1% do respetivo capital social, o prospetivo adquirente comunicou ao vendedor a sua intenção de não honrar o contrato de aquisição de participação qualificada celebrado em dezembro de 2017, invocando circunstâncias relacionadas com o atual contexto de incerteza que afeta a economia internacional e, em particular, o sistema financeiro“, referiu fonte oficial do banco.

O BNI Europa, liderado por Pedro Pinto Coelho, acrescenta que este revés vai obrigar o banco e o seu acionista único, os angolanos do Banco BNI, a procederem “a uma revisão do plano de negócios do Banco, adequando-o às novas circunstâncias e ao atual momento da economia mundial”.

A operação de compra pelos chineses já tinha passado pelo crivo do supervisor europeu no final do ano passado.

O objetivo do BNI era vender a maioria da sua participação no banco português até junho do ano passado. Desde então o BNI Europa já realizou dois aumentos de capital no valor global de 12,75 milhões de euros para cumprir as exigências regulatórias. O último aumento de capital aconteceu no final de fevereiro, com uma injeção de 4,45 milhões de euros.

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