Desistência de Bernie Sanders e otimismo face ao coronavírus animam Wall Street. Índices sobem 3%

A evolução do surto nos Estados Unidos animou os investidores em Wall Street. A desistência de Bernie Sanders da corrida presidencial ajudou a impulsionar os ganhos.

As bolsas norte-americanas fecharam em alta nesta sessão, com os investidores encorajados por sinais positivos relativos ao surto de coronavírus nos Estados Unidos. A impulsionar os índices estiveram também as seguradoras de saúde, que receberam um impulso adicional com o anúncio de que o candidato presidencial democrata Bernie Sanders abandonou a corrida.

Donald Trump disse esta terça-feira que os Estados Unidos podem estar a chegar ao pico da “curva” do surto, e o governador de Nova Iorque mostrou-se confiante de que as medidas de contenção social estavam a resultar, o que deixou os investidores com esperança face à evolução da pandemia.

A atitude da Fed, demonstrada nas minutas da reunião conhecidas esta quarta-feira, também contribuiu para a confiança dos investidores. Perante este cenário, o S&P 500 subiu 3,41%, para 2.749,98 pontos, enquanto o industrial Dow Jones avançou 3,44%, para 23.433,57 pontos. Já o tecnológico Nasdaq somou 2,58%, para 8.090,90 pontos.

Esta quarta-feira foi marcada também o anúncio de Bernie Sanders de que iria desistir da campanha para ser o candidato do Partido Democrata nas eleições presidenciais dos EUA. O senador do Vermont defendia um sistema universal de cuidados de saúde, e com a sua saída da corrida as cotadas no setor da saúde dispararam, impulsionando os índices.

Entre as principais subidas destaca-se o grupo UnitedHealth, que subiu 7,98% para os 267,83 dólares, e a seguradora Anthem, que somou 10,25% para os 247,02 dólares.

Nota também para a Wells Fargo, que avançou, 5,32% para os 30,28 dólares, depois de a Fed dizer que iria temporariamente modificar as restrições no limite de ativos do banco para este poder fazer mais empréstimos para pequenas empresas.

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