Portugal quer emitir até 1.250 milhões em dívida de curto prazo na próxima semana

Após ter feito uma venda sindicada na semana passada, a agência que gere a dívida portuguesa vai regressar ao mercado para colocar bilhetes do Tesouro com maturidade de três e 11 meses.

Portugal vai regressar ao mercado de dívida na próxima semana. Depois de ter anunciado um ajustamento no programa de financiamento devido ao surto de Covid-19, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP vai emitir dívida de curto prazo. Serão até 1.250 milhões de euros em bilhetes do Tesouro (BT).

“O IGCP, E.P.E. vai realizar no próximo dia 15 de abril pelas 10h30 dois leilões das linhas de BT com maturidades em 17 de julho de 2020 e 19 de março de 2021, com um montante indicativo global entre 1.000 milhões e 1.250 milhões de euros”, anunciou a agência liderada por Cristina Casalinho.

A última vez que Portugal emitiu títulos com estas maturidades foi a 19 de fevereiro. Na altura, o país colocou 950 milhões de euros em BT a 11 meses, com um juro de -0,484% e uma procura 1,47 vezes acima da oferta. Já no caso dos BT a três meses, obteve 300 milhões de euros com uma taxa de -0,50% uma procura 3,49 vezes superior à oferta.

Portugal tem-se financiado persistentemente, a curto prazo, com juros negativos, mas o surto de Covid-19 tem causado perturbações no mercado e levou o Banco Central Europeu a estender a rede de segurança com um programa de emergência para permitir aos países do euro financiar-se para responder à crise pandémica.

Para responder ao aumento da despesa com o surto, o Governo alargou a margem do Tesouro para se financiar no mercado. No total, são 89 mil milhões, em vários instrumentos de financiamento (dos quais 20 mil milhões de euros em BT), sendo que no OE estavam inscritos apenas 46 mil milhões.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portugal quer emitir até 1.250 milhões em dívida de curto prazo na próxima semana

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião