Facebook já permite às PME angariarem donativos na rede social

Por forma a ajudar as pequenas e médias empresas a garantir a sustentabilidade dos seus negócios durante a pandemia, o Facebook decidiu alargar a ferramenta de angariação de fundos para estas empresas

As pequenas e médias empresas (PME) portuguesas podem, a partir de agora, angariar donativos através da rede social Facebook. A ideia é ajudar as empresas a garantirem a sustentabilidade dos negócios, face ao impacto económico do Covid-19 no tecido empresarial. Até agora, apenas perfis pessoais e comunidades podiam fazê-lo.

“Hoje [terça-feira, 21 de abril], o Facebook expande a ferramenta de donativos para as pequenas e médias empresas (PME) em Portugal. Agora, uma empresa ou pequeno negócio local pode usar a ferramenta do Facebook “Angariação de Fundos”, informa a empresa fundada por Mark Zuckerberg, em comunicado.

A ideia passa por permitir que “os clientes mais fiéis” ajudem as empresas durante este período “especialmente crítico e garantam a sustentabilidade do negócio”, aponta o Facebook.

Para angariarem fundos e donativos através do Facebook, basta que as empresas selecionem o botão “Angariação de fundos” no menu esquerdo do News Feed desta rede social, selecionando, de seguida, “a opção que mais se adequa às suas necessidades e seguir as indicações apresentadas”, explica a empresa.

Anteriormente, apenas perfis pessoais e comunidades podiam criar uma “Angariação de fundos”, que remeteria obrigatoriamente a uma organização sem fins lucrativos ou uma causa pessoal. Esta extensão às PME’s vai aplicar-se em Portugal, mas também a outros países como a Alemanha, Áustria, Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, EUA, Finlândia, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Noruega, Nova Zelândia, Reino Unido e Suécia.

Há várias empresas a passarem por um período financeiramente difícil, dadas as medidas de restrições implementadas para travar a propagação do surto no país, que levaram ao encerramento temporário dos estabelecimentos. Segundo um inquérito do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Banco de Portugal (BdP), quase metade das empresas que responderam ao inquérito, afirmam que não tem condições para se manter em atividade por mais de dois meses sem medidas adicionais de apoio à liquidez.

Nesse sentido, já há algumas iniciativas para apoiar os negócios e relançar a economia. A título de exemplo, um conjunto de marcas nacionais lançou uma plataforma para apoiar bares, restaurantes e cafés na reabertura dos seus negócios. Além disso, um grupo de voluntários decidiu criar uma plataforma digital, por forma a ajudar os pequenos comerciantes a digitalizar os seus negócios e a vender online.

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