Indico e Google for startups lançam aceleradora em Lisboa. Fundo investe 100 mil euros em cada projeto

Maior fundo de capital de risco privado português juntam-se ao programa da multinacional tecnológica. Por ano, a Indico seleciona entre 6 a 10 startups e investe 100 mil euros em cada uma.

Google for Startups junta-se à Indico Capital Partners para criar uma aceleradora em Lisboa.D.R.

A Indico Capital Partners, sociedade que gere o maior fundo de capital de risco privado em Portugal, prepara-se para lançar uma aceleradora para startups portuguesas em Lisboa, em parceria com o programa Google for Startups. Focado em empresas em fase pré-seed, (com produtos em fase de pré-comercialização), o “Indico Accelerator Power by Google for Startups” vai selecionar anualmente entre 6 a 10 projetos e investir 100 mil euros em cada um deles, avança o fundo em comunicado. A primeira edição arranca em junho.

“Quando iniciámos esta parceria, não imaginávamos a mudança drástica que estava por vir com a pandemia do COVID-19 e suas consequências na saúde, na sociedade e na economia. É nos momentos de crise que devemos acreditar no que temos de melhor no nosso país. O setor tecnológico Português tem qualidade e a Indico acredita que esta nova aposta, em parceria com a Google, vai preparar ainda mais os nossos empreendedores. As melhores empresas pre-seed em Portugal vão receber uma formação excecional”, detalha Stephan Morais, managing partner da Indico.

Com a parceria, a Google for startups vai ajudar os participantes a desenvolver e escalar produtos, e alavancar uma rede de contactos, mentores e tecnologia. Nuno Pimenta, industry head for startups, retail & travel na Google Portugal, explica que a rede de especialistas pode ajudar as startups com base nas suas necessidades e atual situação do mercado. “Uma startup tem de aprender rapidamente os aspetos de execução e crescimento dos negócios, especialmente ao enfrentar os desafios trazidos com o surto do coronavírus”, detalha.

É nos momentos de crise que devemos acreditar no que temos de melhor no nosso país.

Stephan Morais

Indico Capital Partners

A ideia da aceleradora é, segundo detalha a sociedade de capital de risco, “impulsionar e elevar o ecossistema português de startups a outro patamar”. Por ano, serão selecionadas entre 6 a 10 startups portuguesas que vão poder receber “aconselhamento de fundadores de empresas tecnológicas internacionais” e de “executivos reconhecidos”, “além do apoio proveniente da equipa de investimento da Indico”.

Com sede em Lisboa, a aceleradora tem como objetivo fundamental “investir em empresas com produtos e serviços (…) que possam vir a ter escala global, com modelos de negócios claros e equipas excecionais”, acrescenta a Indico em comunicado. O programa de aceleração de 6 meses será parte do período de incubação de 12 meses realizado nos escritórios da Indico em Lisboa e, virtualmente, se necessário.

O projeto conta com a colaboração de instituições como universidades e da associação Startup Portugal, responsável pela criação e implementação da estratégia nacional para o empreendedorismo.

Criado no início do ano passado, o fundo da Indico Capital Partners é o primeiro fundo de venture capital nacional, independente e privado, focado em investir nas fases iniciais de startups tecnológicas. O fundo tem 54 milhões de euros e investe em projetos ibéricos, entre 150 mil e cinco milhões de euros por empresa.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Indico e Google for startups lançam aceleradora em Lisboa. Fundo investe 100 mil euros em cada projeto

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião