Polícias deviam vigiar quase 5.000 infetados ou suspeitos, mas listas estão incompletas

  • ECO
  • 29 Abril 2020

Quase cinco mil pessoas deviam ter estado sob vigilância das polícias, mas apenas 2.614 foram efetivamente vigiadas. As listas estavam incompletas, o que impediu a ação das autoridades.

As autoridades portuguesas deviam ter tido sob vigilância, a 17 de abril, 4.708 portugueses que, por estarem infetados pelo novo coronavírus ou haver suspeitas disso, estavam obrigados ao confinamento social. A PSP e a GNR só conseguiram, contudo, vigiar 2.614 destas pessoas, ou seja, pouco mais de metade do universo total. Isto porque as listas estavam incompletas, segundo consta do relatório de avaliação das medidas do estado de emergência citado, esta quarta-feira, pelo Observador.

De acordo com o documento referido, estava em falta a necessária informação sobre quem eram os pacientes a serem vigiados e onde moravam, o que impediu a ação das polícias. Por exemplo, em Lisboa, mais de mil pessoas deviam ter estado sob vigilância, mas apenas havia informação sobre 175. “Constata-se que 44,5% das identificações constantes nas listagens estão incompletas, inibindo-se assim a prossecução das medidas de vigilância ativas”, explica o mesmo relatório.

O confinamento obrigatório dos doentes e pessoas sob vigilância ativa (isto é, suspeitas de terem contraído o novo coronavírus) foi decretado ao abrigo do estado de emergência, a 19 de março. O estado de emergência viria a ser renovado, depois, por duas vezes, devendo agora ser levantado a 2 de maio.

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