Vendas de carros têm queda histórica de 84,6% com país em estado de emergência

O mercado automóvel registou uma quebra de 84,6% em abril, mês em que os stands estiveram encerrados devido à pandemia.

A pandemia continua a pesar no setor automóvel. Durante o mês de abril, quando os stands estiveram encerrados por causa do estado de emergência, as vendas caíram 84,6%, uma “queda histórica” no mercado automóvel, de acordo com os dados da Associação do Comércio Automóvel de Portugal (ACAP) divulgados esta segunda-feira.

Foram matriculados, pelos representantes legais de marca a operar em Portugal, 3.803 veículos automóveis em abril. Já em março as vendas tinham afundado 56,6%, sendo que nem em fevereiro de 2012, quando se registou uma descida de 52,3%, tinha caído tanto num único mês. Pode consultar o “Números da crise”, da Pordata, para visualizar as comparações das vendas nos últimos meses.

Olhando apenas para os ligeiros de passageiros novos, foram matriculados no quarto mês do ano 2.749 automóveis, menos 87% do que no mesmo período do ano anterior. A Peugeot continuou a ser a marca líder, com 332 carros, valor que compara com 2.510 em abril de 2019. Seguiu-se a Mercedes-Benz, que contabiliza 311 unidades matriculadas, face a 1.313 automóveis no mês homólogo do ano passado.

O impacto da pandemia reflete-se também nos valores acumulados dos primeiros quatro meses do ano. Foram colocados em circulação 56.744 veículos novos entre janeiro e abril, o que representou uma diminuição de 39,8% face ao mesmo período do ano anterior, quando foram matriculados 94.286 automóveis.

De sinalizar que o cenário no setor poderá ser diferente em maio, visto que os stands de automóveis tiveram autorização para reabrir na primeira fase do plano do Governo para o desconfinamento, que arrancou esta segunda-feira.

(Notícia atualizada às 16h40)

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