Mário Centeno de saída do Eurogrupo, diz jornal alemão

  • ECO
  • 8 Maio 2020

O ministro das Finanças português e atual presidente do Eurogrupo não estará disposto a concorrer a um segundo mandato, devendo sair em julho.

Mário Centeno estará de saída do Eurogrupo. O ministro das Finanças português não deverá concorrer a um segundo mandato como presidente do órgão que reúne os ministros das Finanças dos países da Zona Euro, revela o jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung.

Centeno é presidente do Eurogrupo desde janeiro de 2018, tendo sucedido ao holandês Jeroen Dijsselbloem. O mandato em curso termina a 13 de julho deste ano e o jornal de referência alemão cita informação dos bastidores do Eurogrupo para indicar que Centeno não estará disposto para concorrer a um segundo mandato.

Sem identificar as fontes, a notícia refere que Mário Centeno está “cansado devido à quantidade de trabalho”, num contexto em que acumula aquela função com a de ministro das Finanças de Portugal e não conta com uma equipa de grandes dimensões em Bruxelas ou em Lisboa.

Contudo, o Frankfurter Allgemeine Zeitung vai ainda mais longe e garante que vários membros do Eurogrupo estarão descontentes com a gestão de Mário Centeno. O jornal diz mesmo que Centeno mostrava-se “mal preparado” para as reuniões e “incapaz de liderar as discussões”. A somar ao descontentamento terá estado a videoconferência de 8 de abril, onde os ministros discutiram um pacote de apoios por causa da pandemia — a reunião demorou 16 horas e alguns participantes consideraram-na “um pesadelo”, garante.

A mesma publicação dá como possível sucessora a vice-presidente dos Assuntos Económicos de Espanha, Nadia Calviño. A escolha “teria equilíbrio geográfico e político no Eurogrupo, pois, como Centeno, é próxima dos socialistas”, frisa o jornal. Uma informação que não vem de agora e que já tinha sido avançada pelo El País em janeiro.

Os rumores de que Mário Centeno estará de saída do Eurogrupo e até do Governo português também não são de agora. No entanto, o político português e o primeiro-ministro, António Costa, têm evitado responder às questões. O tema é sensível e o coronavírus poderá ter mudado os planos, na medida em que, já aquando da apresentação do Orçamento do Estado (OE) para 2020, no final do ano passado, essa era dada como uma das últimas tarefas de Centeno no Executivo.

Em janeiro, numa entrevista também a um jornal alemão, Mário Centeno foi questionado sobre a eventual saída do Eurogrupo, em plena temporada de apresentação e discussão do OE em Portugal. O próprio respondeu: “Decidirei mais perto dessa data”, afirmou ao Süddeutsche Zeitung.

(Notícia atualizada pela última vez às 10h50)

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