Petróleo ganha 4,5%. AIE vê mais procura

  • Lusa e ECO
  • 14 Maio 2020

A mobilidade nos países da OCDE e o levantamento de medidas de contenção devido à pandemia da covid-19 justificam a revisão em alta das estimativas da procura mundial de petróleo.

A Agência Internacional de Energia (AIE) reviu esta quinta-feira em alta as estimativas da procura mundial de petróleo que tinha feito em abril, ainda que mesmo assim preveja uma contração de 8,6% este ano face a 2019. Neste momento, o Brent, negociado em Londres, sobe 3,32% para 30,16 dólares, enquanto, em Nova Iorque, o WTI ganha 4,59%, para 26,45 dólares.

No relatório mensal, a AIE indicou que a mobilidade nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), que é maior do que o anteriormente previsto, e o levantamento de medidas de contenção devido à pandemia da covid-19, justificam esta revisão em alta, que se deverá concentrar essencialmente no segundo trimestre.

Entre abril e junho, o consumo global de petróleo bruto será de 79,3 milhões de barris por dia, ou seja, mais 3,2 milhões de barris diários do que a própria AIE tinha estimado em abril. Um número que, mesmo assim, estará longe dos 99,9 milhões de barris por dia, em média, em 2019, e demonstra o colapso do mercado devido à crise da covid-19.

Preço do barril de brent acelera em Londres

Do lado da oferta, a agência calcula que esta cairá 12 milhões de barris por dia para 88 milhões este mês, o nível mais baixo em nove anos. Um decréscimo explicado pelo acordo para reduzir a produção da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e seus aliados, liderados pela Rússia.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Petróleo ganha 4,5%. AIE vê mais procura

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião