Ferro e Costa almoçam para marcar reabertura de restaurantes. Primeiro-ministro paga a conta

  • ECO
  • 18 Maio 2020

Primeiro-ministro e presidente da Assembleia da República almoçaram esta segunda-feira num restaurante tradicional lisboeta para marcar a reabertura do setor da restauração.

No dia em que os restaurantes voltam a abrir ao público, António Costa e Eduardo Ferro Rodrigues almoçaram juntos e aproveitaram a ocasião para mostrar otimismo sobre a reabertura da economia. E o presidente da Assembleia da República fez questão de sublinhar que quem ia pagar a conta era o primeiro-ministro.

Questionado pelos jornalistas sobre a escolha de restaurante — o Alfaia, no Bairro Alto, em Lisboa –, Ferro Rodrigues respondeu, em tom de brincadeira: “O senhor primeiro-ministro é que pode responder porque foi ele que me convidou para almoçar. E fica já aqui visto quem é que vai pagar a conta”.

O primeiro-ministro usou o mote para reafirmar o repto que repetiu ao longo fim de semana: é preciso sair de casa. “Quis escolher um restaurante tradicional do Bairro Alto porque penso que é importante hoje dar um sinal aos portugueses de confiança na restauração e também de agradecimento. Foi um setor muitíssimo atingido ao longo destes meses. Vai ser um setor que vai demorar algum tempo para que as pessoas ganhem confiança para voltar a vir comer fora”, disse Costa, em declarações transmitidas pelas televisões.

Os dois socialistas sublinharam a mensagem de que é agora necessário — cumprimento as devidas medidas de segurança — começar a desconfinar e apoiar as empresas que reabrem. “Não fomos vencidos pela doença e não podemos agora ser vencidos pela cura”, referiu o primeiro-ministro sobre o impacto económico da pandemia. Reafirmou ainda que a austeridade não está nos planos e que nas próximas semanas irá começar a discutir com os partidos um orçamento retificativo.

“Este é um dia muito importante. Daqui a 15 faremos um balanço de como correu e, dentro de um mês, como corre o novo desconfinamento que se irá seguir. Eu — que não sou propriamente otimista — estou otimista. Os números têm evoluído bem depois da primeira fase e espero que continuem a correr bem”, acrescentou Ferro Rodrigues.

Repasto à parte, quando questionado sobre uma eventual candidatura de Ana Gomes às eleições presidenciais — uma hipótese que a socialista levantou no domingo à noite no seu comentário semanal na Sic Notícias — Ferro Rodrigues recordou apenas as suas declarações de há um ano. Tinha dito, há um ano e meio, que, se as eleições fossem amanhã, votava em Marcelo Rebelo de Sousa, e mantenho”. Por outro lado frisou que “há muitos anos que o PS não tem um candidato próprio”.

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