Permanência definitiva dos trabalhadores contratados para reforço do SNS “não está afastada”

Marta Temido diz que o peso financeiro do reforço de recursos humanos no Serviço Nacional de Saúde foi de 100 milhões de euros para quatro meses.

A ministra da Saúde adiantou que a permanência definitiva dos trabalhadores que foram contratados para reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) durante a pandemia “não está afastada”. Marta Temido adiantou ainda que o peso financeiro deste reforço foi de 100 milhões de euros para quatro meses.

Foram contratados para o SNS mais 2628 trabalhadores, dos quais 855 enfermeiros. “Os recursos humanos que contratamos para o período de quatro meses, independentemente de renovações, tem um peso financeiro de mais de 100 milhões de euros”, reiterou a ministra, numa audição na Comissão da Saúde.

A permanência destes trabalhadores no SNS “não está afastada”, garantiu a ministra. Durante esta época, “os profissionais de saúde do SNS superaram-se”, disse a ministra. “Como tal aconteceu, é absolutamente natural que continuemos a contar com eles para aquilo que aí vem”, reiterou, apontando que é essencial “não deixar deslaçar a resposta e garantir que aquilo que se acumulou é realizado”.

Marta Temido deixou ainda um apelo para que as pessoas tenham confiança em ir aos hospitais. Ainda assim, deixou o alerta de que, mais para a frente, “poderemos ter que enfrentar um reconfinamento”, sendo que, se tal acontecer, o SNS estará cá para lidar com a situação.

Quanto aos cuidados que ficaram por se realizar, a ministra diz que é uma “grande preocupação”. Até abril, não tinham sido realizados, em termos de cuidados saúde primários, 840 mil consultas médicas e de 940 mil consultas de enfermagem, face ao período homólogo, disse. Nos cuidados hospitalares a queda foi de cerca de 540 mil consultas de especialidade, 41 mil cirurgias e 400 mil episódios de urgência relativamente ao ano passado.

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