Custos dos patrões com salários disparam 6,3% antes da pandemia

De janeiro a março, o custo do trabalho subiu 6,5%. Isto porque aumentou o custo médio por trabalhador, mas diminuiu o número de horas trabalhadas. Custos salariais subiram mais de 6%.

Nos primeiros três meses do ano, o custo do trabalho subiu 6,5% face ao mesmo período de 2019. De acordo com os dados divulgados, esta quinta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), de janeiro a março, só os custos salariais registaram um salto homólogo de 6,3%, evolução que se explica pelo aumento dos salários base, dos prémios e subsídios regulares.

“No primeiro trimestre de 2020, o Índice de Custo do Trabalho (ICT) aumentou 6,5%. Os custos salariais aumentaram 6,3% e os outros custos do trabalho aumentaram 7,6%”, indica o INE.

De notar que o ICT é calculado dividindo o custo médio por trabalhador pelo número de horas efetivamente trabalhadas. As duas principais componentes deste indicador são os custos salariais — isto é, salário base, prémios, subsídios regulares e irregulares, horas extraordinárias — e os outros custos, nomeadamente as contribuições sociais pagas pelo patrão, o seguro de acidentes pessoais e as indemnizações por despedimento.

Contas feitas, o referido salto de 6,5% do custo do trabalho é explicado pela subida de 3,1% no custo médio por trabalhador conjugada com o decréscimo de 3,2% das horas efetivamente trabalhadas por trabalhador. Numa nota anteriormente divulgada, o INE já tinha justificado esse último decréscimo com o aumento da população empregada ausente e com a redução dos horários, ambos consequências do intenso recurso das empresas ao lay-off em resposta à pandemia de coronavírus.

No que diz respeito aos custos salariais, que aumentaram 6,3%, o INE que a evolução em causa é explicada “essencialmente devido aos aumentos nos salários bases”, na generalidade dos setores, bem como pelas subidas registadas nos prémios e subsídios regulares na maioria das atividade económicas, com exceção da Função Pública e da construção. Já o salto de 7,6% dos outros custos resulta dos “acréscimos nas contribuições patronais correspondentes”.

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