Facebook lança novas ferramentas para empresas. Quer ajudá-las a preparar o futuro do trabalho

Para ajudar as empresas a serem mais flexíveis e colaborativas, o Facebook lançou novas funcionalidades que passam a integrar a plataforma de comunicação interna Workplace.

O Facebook quer ajudar a tornar real a visão do “trabalho do futuro”. Esta quinta-feira, Mark Zuckerberg anunciou em direto na sua página oficial, as estratégias para apoiar o futuro do trabalho e do trabalho remoto. Entre as novidades destaca-se a integração de novas ferramentas para a plataforma de comunicação interna para empresas Workplace. O objetivo é flexibilizar e facilitar a comunicação entre os trabalhadores nas organizações, principalmente sempre que estiverem num regime de trabalho remoto.

A partir de agora, o Messenger Rooms — ferramenta de videochamadas lançada recentemente e que acomoda gratuitamente até 50 pessoas através do Facebook — passa a estar também disponível na plataforma, através do Workplace Rooms. O objetivo é promover uma maior interação entre os colegas de trabalho, mesmo à distância.

A ferramenta de transmissão de vídeos em direto Live Producer também passa a estar disponível no Workplaceagora designado Workplace Live–, abrindo possibilidade para vídeos com melhor resolução, controlo e interatividade, e ainda a ativação de legendas automáticas em seis línguas, a tradução e edição automática de legendas, e um formato de pergunta/resposta dentro da transmissão.

“O Workplace Live e o Workplace Rooms são dois novos serviços que também permitem o tipo de ligação que as pessoas sentem quando trabalham juntas fisicamente – quando o computador está livre para várias tarefas e a produtividade aumenta”, explica a empresa citada em comunicado.

Vista do Portal do Workplace Rooms.

A Portal, ferramenta de smart video calling, é outra das novidades. “As equipas que se ligam no Workplace através do dispositivo Portal, sentem-se mais envolvidas e imersas nas suas interações diárias, graças à câmara e ao som que a inteligência artificial do Portal permite. Mais do que comunicações assíncronas, o Portal permite que as pessoas criem relações mais fortes e gera novas oportunidades de colaboração“, garante a empresa.

O dispositivo de realidade virtual Oculus passa a estar disponível também como uma ferramenta para as empresas, promovendo uma colaboração mais interativa.

“Se o formato vídeo demonstra a força de uma disposição 2D, a realidade virtual e o Oculus for Business provam que existe um potencial imenso na experiência imersiva do 3D. […] Permite que as empresas implementem um fluxo de trabalho com realidade virtual sem interromper as operações do dia-a-dia”, explica a empresa em comunicado.

Por fim, dentro da plataforma da rede social, o Facebook vai expandir a opção “grupos” para as empresas, melhorando a conexão entre os colegas e acesso a ferramentas simples como a de mudança de turno.

A empresa está a usar hardware e software para transformar a forma como os colegas de uma empresa se conectam remotamente. O futuro das videochamadas de trabalho é uma conectividade perfeita entre dispositivos que assegure que estão todos em contacto, e não apenas os colegas mais à vontade com a tecnologia”, sublinha o Facebook, citado em comunicado.

Criada em 2017, a plataforma de comunicação interna para empresas do Facebook já atingiu os cinco milhões de utilizadores pagos, tendo aumentado três milhões desde outubro de 2019.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Facebook lança novas ferramentas para empresas. Quer ajudá-las a preparar o futuro do trabalho

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião