Facebook admite que estava “atrasado” no combate à desinformação

  • Lusa
  • 21 Maio 2020

Numa entrevista à BBC, o presidente executivo do Facebook admitiu que a empresa estava "atrasada" no combate à desinformação durante as Presidenciais norte-americanas em 2016.

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, reconheceu que a empresa estava “atrasada” na luta contra as interferências ocorridas durante as presidenciais norte-americanas de 2016, mas garantiu “proteção integral” nas próximas eleições.

A rede social Twitter, assim como o Facebook, foram fortemente criticadas por não terem impedido as grandes campanhas de desinformação ocorridas em 2016 e que comprometeram a campanha eleitoral nos Estados Unidos.

Em entrevista à estação pública britânica BBC, Mark Zuckerberg reconheceu que o Facebook “estava atrasado” em relação aos acontecimentos que marcaram a campanha eleitoral nos Estados Unidos, reconhecendo que impedir interferências eleitorais representa “uma corrida armamentista” contra países como a Rússia, o Irão ou a República Popular da China.

“Os países vão continuar a tentar interferir e vamos continuar a assistir a problemas deste tipo mas aprendemos muito desde 2016 e estou confiante de que podemos proteger a integridade das próximas eleições”, afirmou na entrevista transmitida hoje pela BBC. Nas próximas eleições, a 3 de novembro, nos Estados Unidos, o candidato democrata Joe Biden vai enfrentar a recandidatura do republicano Donald Trump.

Na mesma entrevista, Zuckerberg referiu-se também aos “eixos” estabelecido pelo Facebook na atual contexto da pandemia de Covid-19: remoção de “notícias falsas”, meios capazes de estabelecer contactos digitais entre as pessoas e ajuda às pequenas empresas.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história e às newsletters ECO Insider e Novo Normal.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Facebook admite que estava “atrasado” no combate à desinformação

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião