Queda de 5% do petróleo pressiona Galp Energia. Lisboa segue tendência europeia

Bolsas europeias caem mais de 1% devido ao aumento da tensão entre Pequim e Hong Kong. Por cá, a Galp cede mais de 2% num dia em que o barril de petróleo regista quedas de 5%.

As bolsas europeias estão a cair mais de 1%, com o agravar das tensões entre a China e Hong Kong, depois de Pequim ter imposto medidas de segurança mais restritivas no território. Por cá, a Galp Energia cede 2% com o petróleo a perder 5%.

O PSI-20, o principal índice português, recua 0,88% para 4.177,80 pontos, com 14 cotadas abaixo da linha de água. Lisboa acompanha o pessimismo que se vive nas principais praças europeias, perante o agravar das tensões entre a China e Hong Kong. O Stoxx 600, o índice de referência no Velho Continente, cede 1,2% no arranque da sessão. O alemão DAX-30 cai 1,5%, enquanto em Paris e Madrid as quedas são de 1,4% e 1,2%, respetivamente.

“A motivar esta abertura negativa estava a queda dos mercados chineses, especialmente a praça de Hong Kong. A decisão do Governo de Pequim de introduzir medidas de segurança mais restritas no território pode ter duas consequências negativas”, explicam os analistas do BPI.

“A primeira é provocar novas manifestações, como as vividas no ano passado. A segunda é que Hong Kong poderá constituir um tema de tensão entre os EUA e a China”, acrescentam.

Bolsa de Lisboa em queda

O petróleo cai 5% e deixa a Galp pressionada. As ações da petrolífera nacional desvalorizam mais de 2% para 10,21 euros, no pior desempenho no PSI-20. O barril de Brent para entrega no dia 29 de maio perde 4,63% para 34,40 dólares.

A Mota-Engil, uma das cotadas nacionais mais sensíveis ao andamento da economia mundial, recua 2,02% para 1,162 euros.

Entre os pesos pesados portugueses, destaque ainda para o BCP: as ações do banco deslizam 1,20% para 0,0909 euros.

Do lado positivo, a Sonae Capital abriu a disparar mais de 6% para 0,49 euros.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Queda de 5% do petróleo pressiona Galp Energia. Lisboa segue tendência europeia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião