Açores retomam ligações aéreas e marítimas interilhas na sexta-feira

  • Lusa
  • 25 Maio 2020

Na próxima sexta-feira, serão retomadas as ligações aéreas e marítimas interilhas, “sobretudo no grupo central”, indicou o presidente do Governo Regional dos Açores.

Os Açores vão retomar na sexta-feira, “de forma gradual”, as ligações aéreas interilhas e a operação regular de transportes marítimos, anunciou esta segunda-feira o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro.

Numa conferência de imprensa, o presidente do executivo regional anunciou também que o Governo Regional vai avaliar a retoma das ligações aéreas operadas pela SATA para Portugal continental em junho.

Assim, na próxima sexta-feira, serão retomadas as ligações aéreas e marítimas interilhas, “sobretudo no grupo central”, indicou.

Esta é uma “situação que, numa primeira fase, será feita de forma progressiva, que dispensa, naturalmente, alguns dos procedimentos que existem neste momento, em termos de autorizações, mas que será feita de forma gradual”, concretizou Vasco Cordeiro, que falava depois de uma reunião com vários agentes do setor turístico e com as secretárias regionais dos Transportes e Obras Públicas e da Energia, Ambiente e Turismo.

Assim, são retomados os voos para todas as ilhas dos Açores, bem como a operação regular de transportes marítimos, que, uma vez que as rotas de ligação entre as Flores e o Corvo já foram retomadas, dizem respeito apenas ao grupo central.

A operação sazonal da Atlânticoline, que se costuma realizar no verão com um reforço da frota, mantém-se cancelada.

Em relação às ligações com o exterior, o chefe do executivo regional adiantou que, “naquilo que tem a ver com o grupo SATA”, está a ser avaliada a possibilidade de, “durante os primeiros 15 dias, três semanas de junho”, reativar as operações, também de forma gradual, retomando, em primeiro lugar, a ligação a Portugal continental, adiantando ainda que esperam, “também nas ligações com o exterior” poder, “ao longo do mês de junho, ter a reativação desse serviço”.

O presidente do Governo Regional esclareceu que os procedimentos de segurança à entrada da região mantêm-se em vigor, “sobretudo na relação entre as ligações ao exterior e as ligações para as outras ilhas”, e que “há um trabalho de monitorização permanente em relação àquilo que acontecerá com essa abertura, com a maior movimentação de pessoas”.

Salientando que este passo foi dado “com segurança”, não descarta a hipótese de, “eventualmente, ser necessário retroceder”.

“Não estamos a falar da necessidade de retroceder, se, porventura, e é provável que aconteça, surgir mais um caso positivo. Mais do que a questão de ter um caso positivo, para nós, o que é essencial é a capacidade de determinar a cadeia de contágio, de isolar, de testar, de, no fundo, ter a situação sob controlo”, concretizou.

À data, a Ryanair e a SATA não estão a operar entre o continente e a região, mas a TAP continua a ter ligações, embora em menor quantidade que o habitual, entre Lisboa e Ponta Delgada e Lisboa e Terceira.

Até ao momento, já foram detetados na região um total de 146 casos de infeção, verificando-se 122 recuperados, 16 óbitos e oito casos positivos ativos para infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença covid-19: sete na ilha de São Miguel e um na ilha do Pico.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Açores retomam ligações aéreas e marítimas interilhas na sexta-feira

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião