Segunda grande vaga da pandemia é “cada vez mais” improvável

  • Lusa
  • 25 Maio 2020

Maria Neira, diretora do departamento de Saúde Pública da Organização Mundial da Saúde, considerou que uma segunda grande vaga da pandemia é "cada vez mais" improvável. Mas aconselhou prudência.

Maria Neira, diretora do departamento de Saúde Pública da OMS.U.S. Mission Photo by Eric Bridiers, via Flickr

A diretora do departamento de Saúde Pública da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou esta segunda-feira que é “cada vez mais” improvável uma segunda grande vaga do novo coronavírus, mas aconselhou muita prudência.

Em entrevista à rádio catalã RAC-1, Maria Neira indicou que os modelos de previsão com que a OMS trabalha “avançam muitas possibilidades, desde novos surtos pontuais a uma nova vaga importante, mas esta última possibilidade é cada vez mais de descartar”.

“Estamos muito mais bem preparados em todos os sentidos”, afirmou a médica espanhola, que recomendou “muita prudência e bom senso” numa fase “muito crítica” da pandemia do Covid-19 e pediu que a população não “entre em paranoia nem se relaxe demasiado” e que “aprenda a conviver com doenças infecciosas”.

Maria Neira considerou que se “baixou tanto a taxa de transmissão que o vírus terá dificuldade em sobreviver”. “Devemos ter muita prudência em afirmar se este é o fim da vaga, mas, pelo menos, os dados mostram que se evitou a transmissão e explosão das primeiras semanas”, declarou.

No entanto, destacou que “vale a pena não fazer muitas previsões porque as próximas semanas serão uma fase muito crítica”. “Com a abertura [do confinamento das populações] é preciso ver como se comporta o vírus, mas será uma batalha diária. Dentro de duas ou três semanas veremos o que aconteceu e se é preciso fazer alguma correção cirúrgica”, referiu sobre a abertura registada em Espanha.

Maria Neira reconheceu que a OMS ainda tem “algumas dúvidas sobre a relação do vírus com o clima”, mas que regista que este está a “fazer o percurso geográfico que se espera de um vírus que quer sobreviver”. “Os números da imunidade são muito baixos. É precisa vigilância na reabertura”, reiterou.

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