Ambientalistas querem metade do dinheiro da UE para travar alterações climáticas

Organizações não-governamentais de ambiente de toda a Europa pedem um aumento do financiamento ambiental e climático para 50% do orçamento geral e que os fundos estejam condicionados a metas verdes.

Organizações ambientais portuguesas e europeias, como a Zero e outras, alertaram esta quinta-feira que algumas medidas propostas pela Comissão Europeia para um Fundo de Recuperação verde não vão suficientemente longe e outras estão mesmo ausentes. Ainda assim, “representam um passo importante na direção certa. A Zero está satisfeita em ver o Pacto Ecológico Europeu descrito como estratégia de recuperação da Europa. No entanto, muito mais precisa de ser feito e as propostas estão longe de serem perfeitas”, diz a Zero.

Em comunicado, os ambientalistas dão exemplos do que falta incluir no Green Deal europeu: medidas para travar a poluição tóxica e a destruição de habitats e perda de biodiversidade como as principais causas de novas doenças.

“A ZERO, em linha com outras organizações não-governamentais de ambiente de toda a Europa, pede um aumento do financiamento ambiental e climático de 20% para pelo menos 50% do orçamento geral e que todos os fundos estejam condicionados a metas e padrões verdes”, disse a associação em comunicado.

A proposta apresentada pela Comissão Europeia inclui medidas em áreas como a reabilitação de edifícios, energias renováveis, mobilidade e economia
circular. O investimento total da UE nas medidas propostas nestas áreas pode ser superior a um bilião de euros, com financiamento adicional dos governos nacionais, bem como de fontes privadas.

Diz a Zero que a UE deverá aumentar a infraestrutura de energia renovável e eletricidade com 100 mil milhões de euros por ano para gastar na geração de energia para ajudar a Europa a cumprir as suas metas climáticas. “É fundamental garantir que o dinheiro seja investido em alternativas verdadeiramente ecológicas” e não em nova infraestrutura de gás. É fundamental a avaliação de futuros volumes disponíveis de hidrogénio antes que sejam feitos investimentos em infraestrutura”, recomendam.

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