Costa Silva? CIP privilegiará Governo, mas não “deixará ninguém a falar sozinho”

A CIP diz que vai privilegiar o Governo na negociação do plano de relançamento da economia. Mas diz que não deixará António Costa Silva a falar sozinho se se reunir com ele.

A CIP – Confederação Empresarial Portuguesa diz que vai privilegiar o Governo nas discussões sobre o plano de relançamento da economia, mas adianta que também não deixará António Costa Silva, o nome indicado pelo primeiro-ministro para preparar o plano, “a falar sozinho”.

“A CIP tem como interlocutores os membros do Governo, nomeadamente o ministro da Economia, a ministra do Trabalho, o primeiro-ministro e todos aqueles membros do Governo que tutelarem as pastas e os dossiês com que a CIP tem de interagir com o Governo. São esses os nossos interlocutores e são esses que naturalmente privilegiaremos“, começou por dizer Rafael Campos Pereira, vice-presidente daquela associação empresarial.

Mas adiantou que, se alguma vez vier a reunir com Costa Silva, a CIP terá uma relação “institucional e oficial” e nunca o deixará a falar sozinho.

“A qualquer reunião institucional a CIP nunca faltou nem deixará de faltar. Nunca deixaremos ninguém a falar sozinho e também temos a certeza absoluta que o Governo não vai incumbir ninguém ad-hoc para tratar de assuntos que dizem respeito à política do Governo. Será sempre alguém mandatado formalmente e institucionalmente pelo Governo”, frisou o dirigente da CIP, durante uma vídeoconferência de apresentação de um estudo sobre o teletrabalho.

Sobre a visão de António Costa Silva para a economia, nomeadamente em relação a uma maior presença do Estado, Rafael Campos Pereira recusou fazer comentários, mas partilhou aquilo que é a visão defendida pela CIP. “A CIP defende que o Estado deve ser regulador, um Estado forte, mas não um Estado que venha a intervir excessivamente na economia”, concluiu.

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