Fibroglobal volta a baixar preços. Corte nas ofertas grossistas vai até 12%

A Fibroglobal anunciou um novo corte nos preços grossistas, entre 10% e 12%. Redução acontece um ano depois de a Anacom e o Estado terem imposto cortes entre 30% e 66% nos preços da rede.

Um ano depois dos cortes propostos pela Anacom e determinados pelo Estado, a Fibroglobal anunciou um novo corte nos preços das suas ofertas grossistas de fibra ótica. A redução entrou em vigor esta segunda-feira e passou por um corte “entre 10% e 12% nas mensalidades das ofertas de acesso à rede”, disse ao ECO fonte oficial.

“Tendo em vista prosseguir com a nossa política de evolução sustentada dos preços e de uma contínua adequação dos mesmos às necessidades do mercado e incentivo à utilização da rede, procedemos a nova redução, com entrada em vigor a 1 de junho”, anunciou a Fibroglobal em comunicado.

Como recorda a empresa de fibra ótica, “esta redução surge na sequência da já realizada o ano passado”. “Efetuámos reduções significativas dos preços das mensalidades das principais componentes das ofertas”, aponta a Fibroglobal. Como noticiou o ECO a 6 de junho de 2019, nesse ano, a empresa viu-se forçada a reduzir os preços, em média, entre 30% e 66%.

A Fibroglobal foi um tema quente no setor das telecomunicações nos últimos anos. Em causa esteve o facto de a empresa ter construído a sua rede de fibra ótica com recurso parcial a capitais públicos e de ser apontada pela Nos e Vodafone como muito próxima da Meo, ao ponto de ter apenas esta última como cliente de entre as três grandes empresas portuguesas de telecomunicações.

Concretamente, as operadoras queixavam-se dos preços altos praticados pela Fibroglobal, não vendo racional económico em pagar pelo acesso à rede da empresa. Com efeito, a decisão do Estado teve como objetivo potenciar a possibilidade de outras operadoras tornarem-se clientes e poderem expandir as suas ofertas comerciais de fibra a mais zonas do país.

Deste modo, a Fibroglobal procede a mais um corte nos preços grossistas — isto é, os preços cobrados às operadoras para acederem e usarem a rede da empresa. Inicialmente, a empresa não tinha revelado a dimensão da redução, mas fonte oficial detalhou depois, a pedido do ECO, que a redução “foi entre 10% e 12%” nas mensalidades das ofertas de acesso à rede.

“Procurando ir ao encontro dos anseios das populações e empresas das zonas em que atua, a Fibroglobal tem vindo a realizar ampliações de cobertura, de forma gradual e sustentada, potenciando a atração de novos investimentos e reduzindo o isolamento das populações, contribuindo assim para que os benefícios do desenvolvimento económico e social tenham uma abrangência cada vez maior”, lê-se na informação divulgada esta segunda-feira pela empresa.

(Notícia atualizada a 2 de junho, às 13h27, com informação sobre a dimensão do corte)

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