Revista de imprensa internacional

  • ECO
  • 2 Junho 2020

A Alemanha vai negociar um novo pacote de estímulos, desta vez de 100 mil milhões, enquanto Espanha prepara um plano de quase dez mil milhões para ajudar o setor automóvel.

Em tempos de crise como estes, alguns países empenham-se em ajudar as respetivas economias a atravessar os efeitos do coronavírus. Na Alemanha vai ser negociado um novo pacote de estímulos, desta vez de 100 mil milhões de euros, enquanto em Espanha prepara-se um plano de quase dez mil milhões para ajudar o setor automóvel. Enquanto isso, França estima uma queda de 11% do PIB.

Bloomberg

Merkel negoceia pacote de 100 mil milhões em estímulos para a Alemanha

Angela Merkel, chanceler alemã, vai negociar esta terça-feira um segundo pacote de estímulos, desta vez de 100 mil milhões de euros, para ajudar a economia do país a recuperar da recessão provocada pela crise. Depois da primeira injeção de 750 mil milhões em março, para proteger os consumidores e as empresas do impacto da pandemia, o objetivo passa agora por salvar o país de uma contração que poderá rondar os 6% este ano, a mais profunda desde a Segunda Guerra Mundial. Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso condicionado/conteúdo em inglês).

Reuters

Governo francês antecipa queda de 11% do PIB este ano

O Executivo francês antecipa uma descida de 11% do PIB este ano, superior à queda de 8% observada até ao momento, anunciou o ministro da Economia, Bruno Le Maire, referindo que “o choque económico é extremamente brutal”. Ainda assim, Le Maire disse ter a “convicção ” de que França “vai recuperar em 2021”. O Governo francês vai incluir esta nova estimativa num novo projeto de orçamento retificativo, que será apresentado ao Conselho de Ministros a 10 de junho. Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre/conteúdo em inglês).

El Economista

Sánchez prepara plano de dez mil milhões em incentivos ao mercado automóvel

O Governo espanhol está a preparar um plano de ajuda ao setor automóvel avaliado em 9.726 milhões de euros. O objetivo é ajudar este mercado a enfrentar a atual crise e a evoluir para uma mobilidade mais sustentável. O montante faz parte do plano de reconstrução apresentado pela Comissão Europeia, do qual Espanha deverá receber cerca de 140 mil milhões de euros. Leia a notícia completa no El Economista (acesso livre/conteúdo em espanhol).

The Guardian

Bolsa de Londres pode vir a negociar com horário reduzido

Uma “maioria significativa” de investidores, corretores e gestores de ativos é a favor de uma redução dos horários de negociação na bolsa de Londres, uma medida que visa melhorar o bem-estar dos trabalhadores e promover a diversidade de género. A consulta pública levada a cabo pela London Stock Exchange revela a preferência por uma redução para sete horas de negociação, começando às 9h00 e acabando às 16h00, ou mesmo uma paragem da bolsa para o almoço, como acontece em alguns mercados asiáticos. Mas qualquer alteração terá de ser coordenada com as restantes praças europeias para ser eficaz. Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre/conteúdo em inglês).

Financial Times

Comissão Europeia vai rever regulamentação dos conteúdos digitais

A Comissão Europeia está à procura de formas para tornar as empresas mais responsáveis pelos conteúdos que publicam e pelos produtos que vendem online. Para isso, vai dar início esta terça-feira àquela que promete ser uma das revisões mais abrangentes da regulamentação digital na União Europeia das últimas décadas. Espera-se, por isso, que Bruxelas lance uma consulta pública que irá reescrever essas regras de controlo pela primeira vez em 20 anos. Leia a notícia completa no Financial Times (acesso condicionado/conteúdo em inglês).

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Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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