Porto e Norte demasiado importantes para que TAP não olhe para região com respeito, diz ministro

  • Lusa
  • 3 Junho 2020

O novo plano de retoma da atividade da companhia aérea está a ser trabalhado, através de reuniões com várias entidades, associações empresariais e autarcas.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, disse esta quarta-feira que o Norte e a cidade do Porto são demasiado importantes para o país para que a TAP não olhe para esta região com respeito.

O governante, que viajou esta quarta-feira de comboio do Porto até à Régua, adiantou que o novo plano de retoma da atividade da companhia aérea está a ser trabalhado, tendo decorrido na quarta-feira reuniões com várias entidades, associações empresariais e autarcas, na expectativa de que “obviamente que a TAP dê resposta às necessidades nacionais”.

“A TAP é uma companhia aérea nacional, o Norte do país e cidade do Porto são demasiado importantes para o país para que a TAP não olhe para esta região com o respeito que o povo do norte do país e as empresas do Norte do país e a economia do Norte do país merecem”, defendeu.

Questionado sobre qual o montante da injeção de capital que a companhia área vai precisar, Pedro Nuno Santos escusou-se a adiantar o valor em causa, tendo referido apenas que “o nível de necessidade da TAP é grande”.

“Somos um país que temos fronteira terrestre com um único país e especialmente para Portugal, se o transporte aéreo esta quarta-feira é importante para todos os países, obviamente para um que no quadro Europeu é periférico o transporte aéreo é crítico, não só para o turismo, mas também para a atividade económica industrial, nomeadamente aqui no Norte“, afirmou.

Para o governante só por “ignorância” se pode achar que a TAP serve apenas o turismo nacional, dada a importância que a companhia aérea nacional tem e “pode ter mais ainda” no apoio à economia industrial, como acontece no Porto, através do Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

Acompanhado do secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, Pedro Nuno Santos fez hoje uma viagem no comboio Miradouro, entre o Porto e a Régua, onde é feita a apresentação das primeiras carruagens Schindler que entram ao serviço da CP na Linha do Douro.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Porto e Norte demasiado importantes para que TAP não olhe para região com respeito, diz ministro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião