Startups do Porto geram mais de 126 milhões por ano. Pandemia pode fechar um terço das empresas

Três em cada dez startups corre o risco de fechar portas nos próximos três meses, sendo que um terço das startups admite ter sofrido quebras superiores a 50%, revela estudo da ScaleUp Porto.

As startups da cidade do Porto representam um volume de negócios anual superior a 126 milhões de euros. Contudo, devido ao forte impacto económico do Covid-19, verificou-se que 31,7% das startups têm até três meses de capital disponível, o que significa que três em cada dez empresas corre o risco de fechar portas nos próximos três meses, se o contexto não se alterar, conclui estudo da ScaleUp Porto.

Entre as principais conclusões do questionário constatou-se ainda que mais de 60% sofreu com o impacto negativo nas vendas, enquanto 14,6% registou um impacto positivo neste campo. Em linhas gerais, uma em cada quatro registou uma redução até 20% nas vendas, um terço das startups sofreu quebras superiores a 50% e 16,7% sofreu mesmo um decréscimo de mais de 80%.

Neste momento, 63% das startups não estão a levantar capital de risco e 68,3% recorreram ou estão à procura de fontes de financiamento alternativas. Face à quebra de receitas e de forma a reduzir custos, cerca de 70% das startup cortou sobretudo na contratação de serviços externos e 39% mostra-se preocupado com um potencial encerramento.

No entanto, mesmo num cenário desfavorável o estudo realizado entre 27 de abril e 6 de maio, concluiu que a esmagadora maioria das empresas (95%) do ecossistema de empreendedorismo do Porto não efetuou despedimentos e 97,6% não tenciona fazê-los nos próximos três meses, sendo que mais de um terço admite até que pretende contratar.

Em relação aos apoios, 44% das startups recorreu às medidas excecionais e temporárias de apoio às PME e microempresas e praticamente metade (49%) pretende usufruir das medidas específicas de apoio às startups, sobretudo da medida “StartupRH Covid19”.

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