Centeno já abriu as candidaturas à liderança do Eurogrupo: “O meu nome não vai estar na lista”

Foi no Twitter que Mário Centeno abriu oficialmente a corrida à presidência do Eurogrupo. Escreve que “vai começar um novo ciclo", na liderança e nas políticas do Eurogrupo.

Foi na passada terça-feira que Mário Centeno anunciou que vai deixar de ser ministro das Finanças, o que automaticamente o coloca fora da corrida para continuar à frente do Eurogrupo.

Esta quinta-feira, num vídeo publicado no Twitter, Mário Centeno diz que vai começar agora um “novo ciclo no Eurogrupo”, primeiro na liderança e depois nas políticas.

Sobre a questão da liderança, anuncia que vai “informar hoje os ministros das Finanças do processo para eleger um novo presidente do Eurogrupo. Vou lançar o processo de candidaturas e o meu nome não vai estar nessa lista”.

Depois de uma ponderação cuidada, decidi não me recandidatar. O meu mandato termina a 12 de julho e, a partir desse dia, vai haver um novo presidente do Eurogrupo”, afirmou o ainda ministro das Finanças português.

Centeno fala também de um novo ciclo nas política do Eurogrupo, e faz o balanço da obra feita.

Recorda que o Eurogrupo “conseguiu chegar a acordo para uma rede de segurança de 540 mil milhões de euros, para os trabalhadores, empresas e países poderem lidar com a fase de emergência desta crise” provocada pela Covid-19.

Lembra ainda que “no dia 9 de abri, lançámos as bases e os princípios de um novo Fundo de Recuperação, que teve tradução prática nas propostas da Alemanha/França e da própria Comissão Europeia”.

“Agora precisamente aferir as necessidades de investimento, complementar os planos de recuperação dos países da União Europeia, e proteger o euro de estratégias divergentes”, conclui Mário Centeno.

Na corrida à sucessão a Centeno contam-se já alguns nomes. Há três potenciais candidatos mais fortes para receberem o sino das mãos do português: a ministra da Economia e Finanças de Espanha, Nadia Calviño; o ministro das Finanças da Irlanda, Paschal Donohoe, derrotado por Centeno em 2017; e ainda o ministro das Finanças do Luxemburgo, Pierre Gramegna. Depois há outros nomes menos consensuais, como o ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire.

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