Operadora Oi venderá rede móvel no Brasil a um preço mínimo de 2,5 mil milhões de euros

  • Lusa
  • 17 Junho 2020

As operadoras Telecom Itália e Telefónica mostraram interesse na compra da rede móvel da Oi. A operadora está em processo de recuperação judicial desde 2016.

A operadora de telecomunicações brasileira Oi anunciou esta quarta-feira que o preço mínimo dos ativos de sua rede de telefonia móvel é de 15 mil milhões de reais (cerca de 2,5 mil milhões de euros) e que os venderá à maior licitação.

As operadoras Telecom Itália e Telefónica mostraram interesse na compra da rede móvel da Oi, conforme informações divulgadas pelas subsidiárias das duas empresas no Brasil (TIM e Vivo, respetivamente) ao Conselho Administrativo de Defesa Económica (Cade), órgão regulador financeiro brasileiro, enviadas em março passado.

A Oi estabeleceu as suas condições para a venda de ativos numa emenda ao seu plano de recuperação judicial divulgada na última segunda-feira, em cumprimento da lei de falências do Brasil. A operadora está em processo de recuperação judicial desde 2016.

Atualmente a Oi é a quarta maior operadora de telecomunicações móveis do Brasil, com uma participação de mercado de cerca de 16%, atrás da Vivo, que lidera com 33%, da Claro (controlada pela mexicana América Móvil) e da TIM, que têm cerca de 24% do mercado brasileiro cada uma.

A Oi indicou que a venda de sua rede móvel será feita ao maior lance, prevendo uma exceção. Se a segunda melhor oferta tiver um valor até 5% menor do que a melhor oferta e a empresa interessada apresentar melhores garantias legais, será possível concretizar a venda para os interessados que fizeram a segunda maior licitação.

A Oi pretende concentrar-se nos negócios de fibra ótica e outras atividades de maior valor agregado e retirar investimentos no segmento de ativos móveis, incluindo torres de telefonia e ‘data centers’.

A empresa portuguesa Pharol tem uma participação acionista na operadora Oi. Até 31 de dezembro de 2019, a Pharol detinha ações equivalentes a 5,5% do capital social total da operadora brasileira.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Operadora Oi venderá rede móvel no Brasil a um preço mínimo de 2,5 mil milhões de euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião