Consumo de diesel cai (mas menos) no mês do desconfinamento. Encolhe 21,7%

Maio foi o mês de arranque da reabertura da economia, ainda que de forma faseada. Com mais pessoas na rua, o consumo de combustíveis caiu, mas de forma menos expressiva que nos meses anteriores.

Depois da forte quebra na procura por combustíveis em abril, mês em que grande parte dos portugueses cumpriu o dever de confinamento para travar a propagação do vírus, voltou a assistiu-se em maio a uma redução, ainda que menos expressiva. Dados da Apetro apontam para uma diminuição de cerca de 20% na procura por gasóleo no mês em que arrancou o desconfinamento.

“Em maio de 2020, comparando com o mês homólogo do ano anterior, a gasolina e o gasóleo sofreram uma redução de cerca de 32,5 mil toneladas (- 34,5% para a gasolina) e menos 93,9 mil toneladas (-21,7%) para o gasóleo”, revela a Apetro, citando dados da ENSE, o regulador do mercado de combustíveis. Face a abril, “o consumo de gasolina passou de uma queda de 61,3% para 34,5% e o de gasóleo de uma queda de 44,6% para 21,7%”, nota a Apetro.

Estas quebras, expressivas na comparação com o mesmo período do ano passado, traduzem um retomar dos portugueses a alguma normalidade, após o confinamento. Foi a 1 de maio que o Governo decidiu dar o “pontapé de saída” ao desconfinamento, reabrindo alguns dos negócios. A meio de maio foi dado mais um passo no sentido da reabertura total que aconteceu já a 1 de junho.

Ainda que no caso do gasóleo e da gasolina se tenha observado o efeito do desconfinamento, o mesmo não aconteceu no que toca ao consumo de jet fuel na aviação que, diz a Apetro, “apresentou uma redução mais significativa, menos 132,8 mil toneladas (-91,9%). O GPL e outros diminuíram 8,7 mil toneladas (-13,9%)”.

Perante as quebras verificadas em março, abril e maio, por causa da pandemia, e comparando os primeiros cinco meses 2020 com o período homólogo, a Apetro revela que a procura por “gasolina desceu cerca de 103,5 mil toneladas (-24,0%), o gasóleo diminuiu 352,9 mil toneladas (-17,2%), e o JET 270,7 mil toneladas (-46,8%). O GPL e outros registaram uma diminuição de 12,1 mil toneladas (-3,9%)”.

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