Fed impõe limites aos dividendos na banca

Os testes de stress da Fed mostraram que os bancos terão arcaboiço para sobreviver a crise da Covid-19. Mas decidiu impor limites no pagamento de dividendos para garantir uma maior capitalização.

A Reserva Federal norte-americana (Fed) ordenou que os bancos limitem o pagamento de dividendos aos acionistas, de forma a preservarem capital para enfrentarem a crise gerada pela pandemia. Em simultâneo, o supervisor vai proibir as recompras de ações ao setor durante o terceiro trimestre.

A decisão foi avançada pela entidade em comunicado, numa altura em que os bancos norte-americanos se preparam para anunciar os planos quanto à remuneração acionista. Nos termos agora designados pela Fed, o payout, que representa a percentagem dos lucros a distribuir pelos acionistas, não poderá ser superior à média dos lucros trimestrais dos quatro últimos trimestres.

Os limites aos dividendos na banca norte-americana acompanham a tendência seguida deste lado do Atlântico. O objetivo da medida é garantir que os bancos continuam capitalizados para evitar que a crise gerada pela Covid-19 possa desencadear uma crise financeira. Tal poderia ser ainda mais drástico do que a grande recessão depois da grande crise financeira de 2008.

Quanto aos impedimentos à recompra de ações próprias, o jornal indica que a maioria dos principais bancos norte-americanos já tinha decidido não avançar com essas operações durante o segundo trimestre.

Estas limitações impostas pela Fed surgem no dia em que o supervisor revelou os resultados dos testes de stress ao setor financeiro, no qual analisa a robustez das instituições face a diversos choques económicos. No pior cenário, em que o desemprego se mantenha elevado e a economia não recupere durante vários trimestres, os 33 maiores bancos dos EUA podem sofrer perdas de 700 mil milhões de dólares com defaults nos créditos, aponta na mesma nota.

No entanto, a Fed considerou que o setor financeiro está provavelmente preparado para sobreviver à crise do coronavírus, apesar dos riscos que constituem a possibilidade de a economia viver um período conturbado durante um tempo prolongado.

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