Portugueses têm peso a mais. Estão a beber mais, mas fumam menos

Em 2019, mais da metade da população tinha excesso de peso, 65,6% não praticava desporto de forma regular e apesar de existirem menos fumadores, aumentou o consumo arriscado de bebidas.

Mais de metade da população adulta, que corresponde a 4,6 milhões, continuava a ter excesso de peso (36,6%) ou obesidade (16,9%) em 2019, a maioria da população (65,6%) com 15 ou mais anos não praticava qualquer atividade desportiva de forma regular e aumentou o consumo arriscado de bebidas alcoólicas, revela o Inquérito Nacional de Saúde divulgado esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em relação ao excesso de peso, verificou-se um ligeiro aumento em relação ao ano de 2014 (36,4% de excesso de peso e 16,4% de obesidade). Este problema afetava principalmente a população dos 55 aos 74 anos, com valores superiores a 20%.

A maioria da população com 15 ou mais anos (65,6%) não praticava qualquer atividade desportiva de forma regular, sendo apenas 13,6% os que referiram praticar exercício físico em um ou dois dias por semana, menos 1,8 p.p. que em 2014. Contudo, aumentou o número de pessoas que se deslocavam a pé diariamente (de 2,5 milhões em 2014 para 3,0 milhões em 2019).

Há menos fumadores, mas aumentou o consumo arriscado de bebidas alcoólicas

Quase 30% da população consumia bebidas alcoólicas diariamente, apesar de uma diminuição de 5 pontos percentuais em relação a 2014 (34,5%). Por outro lado, 2,6 milhões (mais de 40% da população em análise) referiram ter consumido seis ou mais bebidas alcoólicas numa única ocasião ou evento (consumo arriscado) pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores, um aumento relativamente a 2014 (33,2%).

Cerca de 6,2 milhões de pessoas referiram ter consumido bebidas alcoólicas nos 12 meses anteriores à entrevista, sendo que 1,8 milhões fizeram-no diariamente (menos 14 pontos percentuais que em 2014). Em 2019, o consumo diário foi mais frequente foi registado na população entre os 55 e os 74 anos, cerca de 34% da população.

Em 2019, 17,0% da população com 15 ou mais anos era fumadora, menos 3,0 pontos percentuais que em 2014. Já 1,3 milhões de pessoas (14,2%) fumavam diariamente e 248 mil (2,8%) faziam-no ocasionalmente. O consumo regular de tabaco registava um rácio de 2,0 homens por cada mulher.

Cerca de metade dos fumadores regulares consumiam até dez cigarros por dia, mas no caso dos homens prevalecia o consumo diário de 11 a 20 cigarros (50,3%), refere o estudo realizado pelo INE com base numa amostra representativa de 22.191 alojamentos de todo o país.

Em relação aos hábitos mais saudáveis, 66,4% da população com 15 ou mais anos referiu consumir fruta diariamente, e 41,7% consumiam diariamente legumes ou saladas. Apenas 0,5% referiram não consumir carne, peixe, nem quaisquer produtos derivados, e 2,8% não consumiam carne ou produtos derivados.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portugueses têm peso a mais. Estão a beber mais, mas fumam menos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião