Amazon obriga trabalhadores a apagarem o TikTok. Horas depois, recua na decisão

A Amazon informou os trabalhadores de que não poderão ter o TikTok instalado nos telemóveis, citando preocupações com segurança. Cinco horas depois, recuou na medida.

Centenas de milhares de trabalhadores da Amazon foram informados esta sexta-feira de que estavam obrigados a apagar a aplicação TikTok de qualquer telemóvel com acesso ao sistema de email interno da empresa. Pouco depois de a decisão ter chegado aos jornais, a empresa recuou na medida.

Segundo o The Wall Street Journal (acesso pago), que avançou originalmente com a notícia, a Amazon enviou um comunicado interno a avisar os trabalhadores de que teriam de apagar o TikTok dos telemóveis. A Amazon justificou a decisão com questões relacionadas com segurança, contudo, sem especificar que preocupações em concreto motivaram esta medida.

Cerca de cinco horas depois, e já depois da publicação desta notícia, a empresa recuou na proibição do TikTok. De acordo com o The New York Times (acesso condicionado), a Amazon justifica o insólito com um erro no envio do comunicado interno e afirma, em comunicado, que “não há qualquer mudança” na política do grupo em relação ao TikTok.

A proibição do TikTok nos telemóveis dos trabalhadores acontece depois de a Índia ter banido por completo a rede social de origem chinesa, ao mesmo tempo que é público que os EUA estão a ponderar seguir o mesmo caminho.

O TikTok é uma aplicação que tem ganhado grande popularidade nos últimos meses, alcançando já largas centenas de milhões de utilizadores. A aplicação permite publicar vídeos curtos com efeitos especiais, mas as ligações à China têm gerado preocupações de que o aplicativo possa ser usado como porta para espionagem, algo que o TikTok recusa.

Ao mesmo jornal, uma porta-voz da rede social garantiu que “a segurança é algo de extrema importância” e disse não entender a decisão tomada inicialmente pela Amazon.

(Notícia atualizada às 23h08 com recuo na decisão por parte da Amazon)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Amazon obriga trabalhadores a apagarem o TikTok. Horas depois, recua na decisão

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião