Estes são os 25 acusados pela queda do Grupo Espírito Santo

O Ministério Público concluiu a acusação da investigação ao Universo Espírito Santo, tendo acusado 18 pessoas e 7 empresas. Salgado, Amílcar Morais Pires e Machado da Cruz entre os principais visados.

A investigação ao Universo Espírito Santo resultou em 25 acusados, entre 18 pessoas e 7 empresas, segundo o despacho de acusação de 4.117 páginas do Ministério Público. Ricardo Salgado é o mais conhecido, mas há mais como os seus dois primos — tendo sido ilibado José Maria Ricciardi — e outros nomes conhecidos como Amílcar Morais Pires e Francisco Machado da Cruz.

São muitos os crimes de que são acusados, entre eles o crime de associação criminosa e os crimes de corrupção ativa e passiva no setor privado, de falsificação de documentos, de infidelidade, de manipulação de mercado, de branqueamento e de burla qualificada contra direitos patrimoniais de pessoas singulares e coletivas.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, “a investigação levada a cabo e que termina com o despacho de acusação em referência apurou um valor superior a 11 mil e oitocentos milhões de euros, em consequência dos factos indiciados, valor que integra o produto de crimes e prejuízos com eles relacionados”.

Eis a lista das 18 pessoas acusadas:

Ricardo Salgado, antigo presidente do BES

  • José Manuel Espírito Santo, ex-administrador do BES, que é acusado de vários crimes de burla qualificada e de crime de infidelidade;
  • Manuel Fernando Espírito Santo, ex-administrador do BES, que é acusado de vários crimes de burla qualificada;
  • Francisco Machado da Cruz, ex-supervisor das contas da ESI e das holdings não financeiras do GES, que é acusado de crime de associação criminosa, corrupção passiva, falsificação de documentos, manipulação de mercado, branqueamento e vários crimes de burla qualificada, entre outros;
O contabilista do Banco Espírito Santo, Francisco Machado da Cruz (E), acompanhado por Fernando Negrão, presidente da comissão, durante a audição na Comissão Parlamentar de Inquérito à Gestão do BES e do Grupo Espírito Santo, na Assembleia da República em Lisboa, 8 de janeiro de 2015. TIAGO PETINGA/LUSATIAGO PETINGA/LUSA
  • Amílcar Pires, ex-administrador do BES, é acusado de crime de associação criminosa, corrupção passiva e vários crimes de burla qualificada, entre outros;
Amílcar Morais PiresMário Cruz/Lusa
  • Isabel Almeida, ex-diretora do Departamento Financeiro, Mercados e Estudos do BES;
  • António Soares, ex-administrador do BES Vida;
  • Paulo Ferreira, ex-trabalhador área financeira do BES;
  • Pedro Costa, ex-administrador da Espírito Santo Ativos Financeiros (ESAF);
  • Cláudia Faria, ex-diretora do Departamento de Gestão de Poupança do BES;
  • Pedro Serra, ex-funcionário do Departamento Financeiro, Mercados e Estudos do BES;
  • Nuno Escudeiro, ex-funcionário do Departamento Financeiro, Mercados e Estudos do BES;
  • Pedro Pinto, ex-coordenador da área de conceção de produtos do BES;
  • Alexandre Cadosch, ex-gestor da Eurofin;
  • Michel Creton, ex-gestor da Eurofin;
  • João Martins Pereira, ex-responsável pelo departamento de “compliance” do BES;
  • João Alexandre Silva, ex-diretor da sucursal do BES na Madeira;
  • Paulo Jorge, ex-diretor de banca privada do BES que acompanhava clientes sul-americanos.

Além destes 18 nomes, há ainda 7 empresas acusadas neste processo, sendo da ESI e a Rioforte os nomes mais conhecidos. Veja a lista:

  • Espírito Santo International (ESI);
  • Rioforte Investments;
  • Eurofin Private Investment Office;
  • Espírito Santos Irmãos;
  • ES Tourism Europe;
  • Espírito Santo Resources Limited;
  • ES Resources (Portugal).

Existia ainda uma acusação contra o controller financeiro do GES, José Castella, um dos principais arguidos, mas esta parte do processo foi arquivada uma vez que este morreu em março deste ano.

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