5,7 mil milhões das subvenções a fundo perdido dependem da evolução do PIB e desemprego

  • Lusa
  • 21 Julho 2020

A confirmação dos restantes 5,7 mil milhões de euros das subvenções atribuídas a Portugal através do fundo de recuperação acontecerá no outono de 2020 e 2021 e em 2022.

Do total de 15,3 mil milhões de euros em transferências a fundo perdido que Portugal vai receber no âmbito do Fundo de Recuperação, 5,7 mil milhões serão confirmados mais tarde, considerando a evolução da economia e desemprego.

Perante o acordo sobre um pacote total de 1,82 biliões de euros para retoma da economia comunitária pós-crise da covid-19, alcançado na madrugada de hoje pelo Conselho Europeu, Portugal terá disponíveis 45 mil milhões de euros nos próximos sete anos, estando incluídos neste valor global, 29,8 mil milhões de euros através do próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) e 15,3 mil milhões de euros em transferências a fundo perdido.

De acordo com um documento do Plano de Recuperação Europeu, a que a Lusa teve acesso, daquela verba global estão já determinados 39,4 mil milhões de euros, sendo 29,8 mil milhões por via do QFP e 9,6 mil milhões de euros em apoios a fundo perdido.

A confirmação dos restantes 5,7 mil milhões de euros das subvenções atribuídas a Portugal através do fundo de recuperação acontecerá no outono de 2020 e 2021 e em 2022 e será feita em função da variação de indicadores macroeconómicos.

Assim, segundo o mesmo documento, 1,8 mil milhões de euros do REACT EU vão ser confirmados no outono 2020 e 2021, tendo em conta a evolução dos indicadores do PIB, desemprego e desemprego jovem.

A este montante soma-se uma parcela de 3,9 mil milhões de euros das subvenções do Instrumento de Recuperação e Resiliência que será, por seu lado, confirmada em 2022 em função variação do PIB em 2020 e 2021.

Acordo com o plano de Bruxelas, os subsídios a fundo perdido serão canalizados através de quatro canais, três dos quais novos: o REACT EU (nova iniciativa de apoio à coesão), o Instrumento de Recuperação e Resiliência, o novo Fundo para uma Transição Justa e através do Desenvolvimento Rural.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

5,7 mil milhões das subvenções a fundo perdido dependem da evolução do PIB e desemprego

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião