Nas notícias lá fora: Itália, Microsoft e Repsol

  • ECO
  • 23 Julho 2020

Itália aprova revisão em alta do défice para financiar relançamento da economia, enquanto a Microsoft anuncia lucros anuais de 44 mil milhões de dólares. Repsol perde 2,484 mil milhões no 1º semestre.

Itália aprovou na quarta à noite um novo pacote orçamental de 25 mil milhões de euros para relançar a economia italiana que foi brutalmente afetada pela pandemia de Covid-19. Por outro lado, a multinacional norte-americana, a Microsoft, anunciou na quarta-feira um lucro de 37,7 mil milhões de euros no exercício de 2020, mais 13% em comparação ao período homólogo. Contrariamente à gigante tecnológica, a Repsol encerrou o segundo trimestre do ano com um prejuízo líquido de 1,997 mil milhões, comparado com um lucro de 525 milhões no mesmo período em 2019. A British Airways vai reduzir a demissão de 1.250 para 270 pilotos. No Brasil, os três maiores bancos privados do país anunciam plano de proteção da Amazónia.

ItaliaOggi

Itália aprova revisão em alta do défice para financiar o relançamento da economia

Roma aprovou na quarta à noite um novo pacote orçamental de 25 mil milhões de euros para relançar a economia italiana em dificuldades desde o surgimento da pandemia de coronavírus. Esta é a terceira maior injeção de fundos decidida pelo Governo italiano desde o início da crise sanitária. Este novo plano de relançamento económico deverá elevar o défice orçamental italiano, deste ano, para 11,9% do PIB, uma revisão em alta face ao objetivo de 10,4% fixado em abril e aos 1,6% registados em 2019, que foi o défice mais baixo do país em 12 anos. O Governo já tinha anunciado que apresentaria as medidas num decreto de urgência no início de agosto, após uma votação no Parlamento, prevista para 29 de julho para autorizar um aumento do tecto da despesa. Uma parte dos fundos serão usados para os particulares diferirem no tempo o pagamento do IRS, em vez de ser um pagamento único em setembro, mas também para encorajar as empresas a contratar trabalhadores no desemprego.

Leia a notícia completa no ItaliaOggi (acesso livre / conteúdo em italiano)

CNBC

Microsoft anuncia lucros anuais de 44 mil milhões de dólares

A multinacional norte-americana de software e serviços informáticos Microsoft anunciou na quarta-feira um lucro de 44,3 mil milhões de dólares (37,7 mil milhões de euros) no exercício de 2020, mais 13% que no exercício anterior. Nos últimos 12 meses, o conglomerado faturou 143 mil milhões de dólares, um crescimento homólogo de 14%. No último trimestre do seu ano fiscal, correspondente ao segundo deste ano civil, o lucro homólogo desceu 15%, para 11,2 mil milhões de dólares, por força do encerramento de todos os seus estabelecimentos comerciais físicos. Desde o início de 2020, as ações da Microsoft valorizaram mais de 34% e a sua capitalização bolsista atinge os 1,58 mil milhões de dólares, uma das maiores da praça nova-iorquina.

Leia a notícia completa na CNBC (acesso livro / conteúdo em inglês)

The Telegragh

Pilotos da British Airways aceitam redução de salário para reduzir demissões

Perante a pandemia de Covid-19, as companhias aéreas têm que se adaptar e a British Airways (BA) está a começar a obter resultados das suas longas e duras negociações. A companhia aérea vai reduzir a demissão de 1.250 para 270 pilotos. O reajuste será inferior a 28% (12.000 funcionários) face ao acordo alcançado com o sindicato dos pilotos da Balpa. Para além das 270 baixas, será criado um grupo de 300 pilotos que permaneceriam em hibernação com salários reduzidos na esperança que a procura de viagens aumente. Para os restantes 4.300 comandantes e copilotos, foi negociado um corte salarial de 20%, que seria reduzido para 8% ao longo dos próximos dois anos.

Leia a notícia completa no The Telegraph (acesso pago, conteúdo em inglês).

Cinco Días

Repsol perde 2,484 mil milhões no primeiro semestre

A Repsol encerrou o segundo trimestre do ano com um prejuízo líquido de 1,997 mil milhões, comparado com um lucro de 525 milhões no mesmo período em 2019, de acordo com os dados comunicados à CNMV. No primeiro semestre do ano, o colapso histórico dos preços do petróleo e do gás em resultado do vírus teve um impacto negativo de 1,088 milhões de euros nos inventários. Além disso, a Repsol registou perdas específicas de 1,585 milhões. 1,296 milhões correspondem a um cenário de preços de petróleo e gás mais baixos, e também incluem provisões para o efeito negativo das flutuações cambiais sobre as posições fiscais (principalmente no Brasil) e provisões para o risco de crédito na Venezuela. A Repsol está a implementar um Plano de Resiliência que contempla reduções adicionais nas despesas operacionais (de mais de 450 milhões de euros) e investimentos (de mais de 1,1 mil milhões).

Leia a notícia completa no Cinco Días (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Valor Econômico

Três maiores bancos privados do Brasil anunciam plano de proteção da Amazónia

Os três maiores bancos privados que atuam no Brasil – Bradesco, Itaú e Santander Brasil – divulgaram um plano integrado que tem por objetivo de contribuir para a conservação e desenvolvimento sustentável da Amazónia. O anúncio acontece quando globalmente se pede ao Brasil que impeça queimadas e ações predatórias na Amazónia, onde ações de desflorestação têm batido sucessivos recordes desde que Jair Bolsonaro tomou posse como Presidente brasileiro, em janeiro de 2019, mas também que aumente o seu comprometimento em relação aos temas ligados à mudança climática. Num comunicado, os bancos informam que pretendem implantar medidas a partir de três frentes de atuação identificadas como prioritárias para a região: a conservação ambiental, investimento em infraestruturas sustentáveis e garantia dos direitos básicos da população da região amazónica.

Leia a notícia completa no Valor Econômico (acesso pago, conteúdo em português).

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