PSA compra startup portuguesa de reciclagem de peças de automóveis

Gestora de capital de risco pública faz "exit" da startup que quer ser líder na oferta de peças reutilizáveis. PSA torna-se primeiro construtor automóvel a entrar no mercado das peças reutilizáveis.

O grupo PSA, dono de marcas como a Peugeot, Citroën, DS, Opel e Vauxhall, comprou a participação que a Portugal Ventures detinha na startup B-Parts, que quer ser líder na oferta de peças reutilizáveis. Com esta venda, a gestora de capital de risco pública faz exit de mais uma participada; por outro lado, a PSA torna-se o primeiro construtor automóvel a entrar no mercado das peças reutilizáveis, reforçando a sua posição na economia circular.

“Com a entrada da PSA, toda a dinâmica operacional e cultura da empresa será preservada”, assinalam Luís Sousa Vieira e Manuel Araújo Monteiro, administradores da B-Parts, que registou um crescimento nunca inferior a três dígitos nos últimos seis anos e exportações na ordem dos 70%.

“A aquisição da maioria do capital pelo grupo PSA é sem dúvida um marco histórico para a empresa e um reconhecimento do trabalho que toda a nossa equipa desenvolveu. A equipa da B-Parts acompanhou a evolução do setor da reutilização de peças automóveis estabelecendo parcerias com Centros de Abate de cinco países europeus, disponibilizando assim o produto de forma organizada e proativa em mais de 65 países, com forte preponderância no mercado Europeu, canal B2B e B2C”, afirmam ainda.

Parte do portefólio da Portugal Ventures desde 2014, “a B-Parts tem metas bem definidas e alcançáveis”. “Estamos a presenciar um momento histórico com o primeiro caso de um construtor automóvel a adquirir uma empresa cujo core business é o comércio online de peças usadas. Confirma-se a estratégia de investimento da Portugal Ventures, que privilegia a digitalização, a ambição global e a adoção de modelos de negócio inovadores, como o da economia circular”, assinala João Pereira, investment director da área de Digital da Portugal Ventures.

“O exit da B-Parts enquadra-se num dos três objetivos estratégicos que a atual equipa de gestão da Portugal Ventures definiu para o mandato de 2018-2020, no sentido de criar condições de desinvestimento nas empresas do portefólio, por forma a gerar rentabilidade atrativa para os fundos atualmente sob gestão e criar condições para uma liquidação dos fundos em final de vida adequadas para os seus diversos participantes, em função das suas especificidades e natureza”, afirma Rui Ferreira, vice-presidente da Portugal Ventures, citado em comunicado.

Sobre a aquisição, Christophe Musy, vice-presidente sénior da PSA Aftermarket, explica que a estratégia passa por ir ao encontro das expectativas dos clientes no pós-venda, em todo o mundo e “independentemente do seu poder de compra e da marca ou idade do seu veículo”.

“Este investimento permite-nos entrar no coração da cadeia de valor das peças reutilizáveis, que constituem um dos três pilares da oferta da economia circular. Reforça também a nossa ofensiva global no sentido de liderarmos tanto nas peças de reposição standard (‘Reman’), como de reparação (‘Repair’) e de reutilização (‘Reuse’), de forma a podermos satisfazer eficazmente, e em todo o mundo, as necessidades dos clientes que buscam uma oferta de peças económica e responsável. O Groupe PSA está firmemente empenhado na redução da sua pegada de carbono, inclusivamente no que respeita à manutenção de veículos”, sublinha.

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