Ouro em recorde. Estas são três formas de investir no metal precioso

Visto como “porto seguro” em períodos de instabilidade política e económica, os investidores não hesitam em refugiar-se no “ouro amarelo” cujo valor já namora os 2.000 dólares por onça.

Nunca o ouro reluziu tanto como agora. O preço do “metal amarelo” dispara, tendo atingido uma nova marca histórica ao cotar nos 1.944,71 dólares por onça. Procura por refúgio perante a crise provocada pelo novo coronavírus, mas também a queda do dólar, dão o impulso que faltava para que a cotação da matéria-prima superasse o anterior máximo de 1.921 dólares.

O metal prossegue assim a tendência de valorização recente, havendo já analistas a apontar para que a escalada possa levar o preço da matéria-prima a superar a fasquia dos 2.000 dólares a breve prazo. Face a um quadro de expectativas como estas, quem pretenda refugiar-se no ouro ou tirar partido do investimento nesta matéria-prima tem diversas opções ao seu dispor.

Abaixo fique a par de três dessas alternativas.

Ouro físico

Adquirir o metal precioso físico é a forma mas simples e direta de investir em ouro. Essa aposta pode ser feita através de lingotes ou moedas de ouro, que podem ser adquiridos sobretudo em bancos, ou então de joias. Contudo, é necessário ter em conta alguns inconvenientes caso essa seja a opção de investimento escolhida.

Numa análise recente, a Deco alertou para o facto de o ouro estar sujeito a um spread (diferença entre o preço que o banco vende e a que compra) e de os bancos cobrarem comissões de transação (aquando da compra e da venda), e também de guarda, caso o cliente pretenda que o lingote fique guardado no banco.

Fundos que seguem o metal

Também é possível investir em ouro através de fundos de investimento ou fundos cotados em bolsa. Os ETF são uma dessas opções, permitindo ao investidor apostar no metal precioso sem ter de o adquirir diretamente e a partir de quantias baixas. Estes fundos negoceiam-se como se fossem ações, sendo que a sua cotação acompanha a de referência do metal. O resultado do investimento será muito semelhante à evolução da cotação do ouro físico, mas com a vantagem de ter mais liquidez e não perder a diferença entre o preço da compra e da venda.

O investimento nestes ETF pode ser facilmente através dos bancos online como o Banco Best ou o BiG ou em corretoras nacionais. Entre os mais conhecidos estão o SPDR Gold Shares ETF ou o iShares Gold Trust ETF, mas existem outros.

Aconselha-se um investimento mínimo de mil euros, que permita diluir os custos associados, nomeadamente a comissão de gestão e os encargos da negociação em bolsa”, alertava a Deco recentemente a propósito da aposta neste tipo de produto financeiro.

Investir em quem extrai

Outra alternativa para investir em ouro é através da exposição a empresas ligadas à mineração de ouro, produção e outras fases relacionadas com este setor. É uma forma de “apostar” no setor do ouro sem estar diretamente exposto ao preço do metal precioso. Esta “aposta” pode ser feita através de ações ou de fundos de investimento que investem no setor.

Entre as maiores mineiras de ouro do mundo cotadas em bolsa estão empresas como a Newmont Goldcorp, a Barrick Gold, a Agnico Eagle Mines ou a AngloGold Ashanti.

Face à aposta em ações de mineiras individuais, os fundos de investimento apresentam a mais-valia de permitirem uma maior diversificação. Entre os fundos disponíveis para comercialização em Portugal que apostam no setor de mineração de ouro figuram, por exemplo, o Amundi Fds CPR Global Gold Mines ou o Investec Global Gold Fund.

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