Queda histórica do PIB nos EUA atira Wall Street para o vermelho

Os índices norte-americanos abriram em baixa, reagindo à queda história do PIB no 2º trimestre e ao aumento do desemprego no país. À espera dos resultados das big tech, o setor está na linha de água.

Após uma sessão de ganhos, os principais índices de Wall Street voltaram a negociar em terreno negativo no arranque da sessão desta quinta-feira, em reação à contração histórica de 32,9% do PIB, em termos homólogos, no segundo trimestre. O valor já era esperado, mas não deixa de ser a maior quebra da economia desde a Grande Depressão.

O Dow Jones está a descer 1,04% para 26.264,73 pontos e o S&P 500 está a desvalorizar 1,01% para os 3.225,44 pontos. Já o Nasdaq, o índice tecnológico, desliza 0,76% para 10.463,06 pontos.

Além da primeira estimativa do PIB entre abril e junho, esta quinta-feira foram conhecidos também dados do emprego nos EUA. O número de pedidos de subsídio de desemprego na última semana voltou a subir, alcançando os 1,43 milhões.

Apesar de ter começado a recuperar em maio, a economia norte-americana continua condicionada pela crise pandémica. Esta quarta-feira, a presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Jerome Powell, disse mesmo que a atividade económica continua “muito abaixo” dos níveis pré-coronavírus e que há sinais de que o aumento do número de infetados está a afetar a capacidade de recuperação económica.

Entre as cotadas norte-americanas, o destaque vai, por exemplo, para a subida das ações da tecnológica Qualcomm, cujos resultados sugerem que irá beneficiar do bloqueio dos EUA à Huawei, e ainda para a valorização dos títulos da farmacêutica Johnson & Johnson que começou a testar a sua vacina para o novo coronavírus em humanos.

Esta quinta-feira ficará marcada pelos resultados das grandes tecnológicas que ontem estiveram a ser ouvidas numa audição histórica no congresso norte-americano. A Apple, Amazon, Alphabet (Google) e Facebook irão publicar os resultados trimestrais em simultâneo, pela primeira vez, após o fecho da sessão. Em antecipação, os títulos destas empresas estão a desvalorizar ligeiramente.

Os investidores poderão também ficar nervosos com a sugestão do presidente norte-americano de adiar as eleições, apesar de esse poder caber ao congresso norte-americano e não à Casa Branca. Além disso, a data está estabelecida na Constituição dos EUA.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Queda histórica do PIB nos EUA atira Wall Street para o vermelho

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião