Caixa deu 48,8 mil moratórias no valor de 6,98 mil milhões

Além das moratórias, a CGD adianta que já foram aprovados 1.266 milhões de euros em crédito, representando um total de 8.805 operações.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) já concedeu mais de 48 mil moratórias no crédito, no valor de quase sete mil milhões de euros, segundo adiantou esta sexta-feira.

Mais de 36,6 mil famílias estão a beneficiar da suspensão temporária no pagamento dos seus empréstimos, e cujos contratos valem 3.063 milhões de euros. Representa 12,1% da carteira de empréstimos a particulares da CGD.

Por outro lado, são 12,2 mil empresas que também aderiram aos regimes de moratórias, no valor de 3.919 milhões, correspondendo a 31% da carteira de crédito empresarial do banco.

Em conferência de resultados, Paulo Macedo explicou que o banco público concedeu menos moratórias no segmento de particulares porque a CGD tem uma forte base de clientes “que têm o seu rendimento disponível com caráter menos precário: funcionários públicos, pensionistas” e porque o stock de crédito ao consumo também é mais baixo em relação aos outros bancos.

Além das moratórias, a CGD adianta que já foram aprovados 1.266 milhões de euros em crédito, representando um total de 8.805 operações, ao abrigo das linhas Covid-19. Deste montante, 957 milhões foram aprovados por via da garantia pública e outros 309 milhões com ajuda do Banco Europeu de Investimento.

No que toca a outras linhas de crédito, o banco liderado por Paulo Macedo diz ter concedido mais de cinco mil milhões na primeira metade do ano.

Nova linha de 500 milhões para PME

O CEO da Caixa aproveitou ainda para anunciar que entre hoje e amanhã o banco vai lançar uma nova linha para pequenas e médias empresas (PME), no valor de 500 milhões, “com spreads muitos baixos abaixo do que se tem vindo a praticar”, e maturidades a partir de 1 ano e meio.

Macedo sublinhou que, apesar do custo mais baixo da nova linha, o “preço” do crédito não é problema das empresas. “O problema é não terem estruturas de capitais equilibradas, é mais uma questão se têm condições para se financiarem”, explicou.

(Notícia atualizada às 18h05)

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