Há 106 novos casos de Covid-19 em Portugal. Pela primeira vez não há mortes

Nas últimas 24 horas, foram identificados 106 novos casos do novo coronavírus em Portugal. Pela primeira vez, desde 16 de março, não houve registo de novos óbitos pela doença.

A Direção-Geral de Saúde (DGS) identificou 106 novos casos de infeção por Covid-19, elevando para 51.569 o número total de infetados desde o início da pandemia. Trata-se de uma subida de 0,21% face ao dia anterior. Pela primeira vez, desde 16 de março, não houve registo de novas mortes pela doença, de acordo com a última atualização das autoridades de saúde.

No seguimento do que se tem vindo a observar desde meados de maio, a maioria das novas infeções foi registada na região de Lisboa e Vale do Tejo. Foram identificados 66 novos casos nesta região, o que representa 62,26% do total. Ou seja, seis em cada dez novas infeções foram detetadas nesta região.

Lisboa é, assim, a região com mais casos registados até ao momento (26.389 casos de infeção e 606 mortes), à frente do Norte (18.797 casos e 828 mortes), do Centro (4.465 casos e 252 mortes), do Algarve (892 casos e 15 mortes) e do Alentejo (745 casos e 22 mortes). Nas regiões autónomas, os Açores registam 168 casos e 15 mortos, enquanto a Madeira tem 113 pessoas infetadas.

Boletim epidemiológico de 3 de agosto:

Quanto à caracterização clínica, a maioria dos infetados está a recuperar em casa, sendo que 390 estão internados (mais 12 face ao dia anterior), dos quais 42 em unidades de cuidados intensivos (mais um). Há 1.423 pessoas a aguardar resultados laboratoriais, enquanto mais de 36 mil pessoas estão sob vigilância das autoridades de saúde.

Desde que a pandemia chegou a Portugal, a 2 de março, já morreram 1.738 pessoas vitimas da doença. Pela primeira vez desde 16 de março não houve qualquer óbito registo por Covid-19. Quanto ao número de pessoas dadas como recuperadas, são agora 37.111, ou seja, mais 127.

Zero óbitos “é motivo de grande satisfação”, diz secretário de Estado da Saúde

Na conferência de imprensa desta segunda-feira, o secretário de Estado da Saúde, visivelmente emocionado, afirma que o facto de não existir nenhum óbito declarado pela doença nas últimas 24 horas “é um motivo de grande satisfação”, mas avisa que é preciso olhar para os dados com “cautela”. “Tem sido muito difícil nestes últimos tempos e queria dizer que estamos muito felizes que isto tenha acontecido. Olhamos para estes números com humildade, com cautela porque sabemos que de um momento para o outro esta situação se pode inverter”, alertou António Lacerda Sales, em declarações transmitidas pela RTP3.

Nesse sentido, apesar desta “mensagem de esperança e confiança” o secretário de Estado da Saúde apela “ao esforço individual e coletivo” dos portugueses para que não baixem a guarda para que o país possa ter “muitos mais dias com zero óbitos”.

Quanto à notícia avança pelo Expresso que referia que a nova norma da DGS limitava as análises a casos secundários a situações de surto, aglomerados ou coabitantes, o governante reiterou o que foi dito pela DGS este fim de semana, recusando que Portugal esteja a fazer menos testes, adiantando que na última semana foram realizados em média “mais 13.300 testes por dia”. “Não há qualquer orientação para testar menos até porque, como todos sabemos, a realização de testes com casos confirmados sempre dependeu e continua a depender da estratificação do risco efetuada pelas autoridades de saúde”, concluiu.

(Notícia atualizada pela última vez às 14h29)

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