Presidente da Anacom vai de férias entre Penhascoso e Montesinho. Depois virá o leilão do 5G

João Cadete de Matos terá um fim de ano atarefado pela frente, com um leilão de frequências de 5G para realizar. Para já, vai de férias e reforça "determinação" para "melhorar" o setor.

É uma das vozes mais ativas no setor das telecomunicações. As medidas que tem tomado enquanto presidente da Anacom raras vezes agradam às operadoras, mas João Cadete de Matos assegura que só o faz a pensar na proteção dos consumidores. Os próximos meses serão de trabalho intenso: o leilão do 5G arranca já em outubro e a migração da TDT recomeça em meados de agosto, depois da suspensão provocada pela pandemia.

Serão dois processos que exigirão atenção e energia redobradas da parte de Cadete de Matos. Mas, por agora, o presidente da Anacom vai de férias, repartindo o tempo entre Mação e Bragança. E, para além de descanso, será “uma oportunidade para renovar as energias e reforçar a determinação” em continuar a “melhorar” o setor, garante ao ECO por ocasião da rubrica “Eles vão de férias para…”.

Onde é que vai passar as férias este verão?

As férias vão ser repartidas entre a casa dos meus pais em Penhascoso, concelho de Mação, e a minha casa de férias em Montesinho, concelho de Bragança. Nos intervalos continuarei a descobrir as inesgotáveis belezas naturais do nosso país, o seu riquíssimo património, uma das melhores gastronomias do mundo e as suas gentes sempre muito hospitaleiras. As férias no interior de Portugal constituem, também, uma oportunidade para renovar as energias e reforçar a determinação em continuar a contribuir para melhorar as comunicações telefónicas e postais em todo o território de forma a tornar o nosso país mais igual.

A pandemia obrigou a alguma mudança de planos?

A pandemia tem tido o mérito, e ainda bem, de levar muitos portugueses a descobrir o seu país. Mas, no meu caso, essa descoberta começou desde jovem e nunca foi interrompida ao longo da vida. Com a família e com os amigos, viajar por Portugal tem sido, e continua a ser, uma paixão.

Que cuidados vai ter por causa da Covid-19?

Cumprir as orientações e as boas práticas definidas pelas autoridades de saúde. É sem dúvida a melhor forma de ajudar os médicos do nosso país e de respeitar e apreciar a sua enorme dedicação ao serviço de todos nós.

O que têm esses destinos de tão especial?

Em Mação e em Abrantes, as terras dos meus avós, estão as minhas raízes. Apesar de serem zonas martirizadas pelos incêndios, têm sabido regenerar-se e manter a sua beleza natural. No caso de Trás-os-Montes, terra à qual me unem também ligações familiares, trata-se sem dúvida de uma das mais bonitas e bem preservadas regiões do nosso país. Há alguns anos recuperei, em conjunto com a minha família, uma antiga casa de pedra e de telhado de lousa na aldeia de Montesinho. Dessa forma, procurámos contribuir, se bem que de forma modesta, para a preservação da joia que é a Aldeia de Montesinho situada em pleno coração do maior Parque Natural do nosso país.

O que recomenda que não se deve mesmo perder nesse destino?

Quem gosta de fazer percursos pedestres, por serras e vales ou junto aos rios, tem em Abrantes, em Mação e em Trás-os-Montes destinos de eleição. E recomendo que não deixem de admirar aquela que será certamente a árvore mais antiga de Portugal e uma das mais antigas do mundo. A Oliveira do Mouchão, em Mouriscas, com 3.350 anos.

E que livro ou álbum de música vai levar consigo?

Vou levar o livro Política para Perplexos, de Daniel Innerarity, um dos maiores pensadores contemporâneos, que nos ajudou a refletir sobre Os desafios da Sociedade Digital na conferência da Anacom realizada em 2019 no âmbito das comemorações do seu 30.º aniversário.

“Eles vão de férias para…” é uma rubrica de verão em que o ECO lançou o desafio a governantes, gestores e empresários para partilharem com os nossos leitores onde vão, ou foram, neste período de descanso. É publicada diariamente.

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