Desconfinamento não tem trazido “valores mínimos de sobrevivência” às empresas, avisa Saraiva

"O desconfinamento gradual e assimétrico não traz às empresas o volume esperado de faturação de receitas que se chegou a admitir que traria", avisa António Saraiva.

O desconfinamento “gradual e assimétrico” do país não tem garantido às empresas o volume de faturação que se tinha estimado, nem “valores mínimos de sobrevivência”, avisa o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP). Em declarações à RTP 3, António Saraiva salienta que a maioria das pequenas e médias empresas estão atualmente numa “situação aflitiva”, sendo urgentes apoios à tesouraria a fundo perdido.

Para o líder da CIP, todas as medidas que sejam adotadas no sentido de salvar postos de trabalho e “manter vivo o tecido empresarial” português são bem-vindas. Por isso mesmo, os patrões têm apresentado propostas a dois níveis: de efeito imediato e de efeito mais tardio, para acompanhar a evolução da crise pandémica. “O Governo tem absorvido algumas das nossas propostas”, assegura Saraiva, que defende, por exemplo, apoios a fundo perdido para as empresas com bons modelos de negócio. “As empresas têm de ter alguns estímulos para esta travessia do deserto, no qual não há recursos“, acrescenta.

Sobre os atrasos nos vários apoios, o responsável adianta que o Executivo tem aprendido com os “erros”, mas frisa que persistem algumas dificuldades burocráticas a lamentar. A propósito, António Saraiva afirma que a Justiça deveria ser mais célere de modo a facilitar a vida às empresas, o que fica em linha com o próprio plano do Governo.

Esta segunda-feira, o Jornal de Negócios avançou que, neste sentido, as empresas em dificuldades vão beneficiar de prazos muito curtos em tribunal, bem como de redução ou isenção de juros de mora no pagamento de dívidas ao Fisco e à Segurança Social. Isto no quadro do novo Processo Extraordinário de Viabilização de Empresas

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