EDP Renováveis vende sete parques eólicos à Finerge por 500 milhões de euros

A operação deverá ficar concluída no último trimestre de 2020: inclui sete parques eólicos em operação há nove anos nas regiões de Ávila e Catalunha, em Espanha, com uma produção anual de 656 GWh.

A EDP Renováveis vendeu ao Grupo Finerge um conjunto de ativos eólicos terrestres em Espanha, numa operação avaliada em mais de 500 milhões de euros, anunciou a empresa em comunicado à CMVM. O Acordo de Compra e Venda celebrado com a segunda maior produtora de energias renováveis em Portugal, liderada por Pedro Norton, inclui sete parques eólicos em operação há nove anos nas regiões de Ávila e Catalunha, em Espanha. Têm uma produção anual de 656 GWh e geram uma faturação de cerca de 60 milhões de euros.

“Este acordo é um grande marco para nós, pois não só mostra que somos capazes de gerar valor através do desenvolvimento e gestão de projetos, mas também que o mercado reconhece a qualidade dos nossos ativos. Esta operação permite-nos continuar a implementar o nosso Plano de Negócios, graças à estratégia de rotação de ativos que facilita a monetização dos nossos parques antes de chegarem ao fim da sua vida útil, sempre com o objetivo de acelerar o investimento e, por isso, o crescimento”, destacou em comunicado Rui Teixeira, CEO interino da EDP Renováveis.

Parte do plano de rotação de ativos da EDP na Península Ibérica, a operação deverá ficar concluída no último trimestre de 2020, estando sujeita a condições regulamentares. Com o negócio, a EDP Renováveis vende a totalidade da sua participação acionista – e dos empréstimos de acionistas pendentes – de um portfólio eólico onshore 100% operacional com 242 MW de capacidade instalada, por um valor total de aproximadamente 426 milhões e euros (valor sujeito às condições habituais de conclusão destas operações).

Com base no preço da transação e no valor líquido da dívida pendente, a avaliação dos ativos ascende a cerca de 507 milhões de euros (2,1 milhões por cada MW). Com esta a venda, a EDP Renováveis já executou assim mais de 40% do objetivo de 4 mil milhões de rotação de ativos para o período entre 2019 e 2022, tal como anunciado no seu Plano Estratégico.

“A venda de participações maioritárias em projetos operacionais ou em desenvolvimento permite à EDP Renováveis acelerar a criação de valor, enquanto recicla capital para reinvestir em crescimento rentável”, disse a empresa no comunicado à CMVM.

Finerge torna-se no sexto maior operador eólico da Península Ibérica

Do lado da Finerge, a compra representa um incremento de 22% da capacidade instalada e insere-se numa “lógica de expansão e crescimento na Península Ibérica”. Em 2019 a empresa adquiriu seis centrais fotovoltaicas em Espanha, com uma capacidade instalada de 8,1 MW. Agora, a Finerge ficará com uma capacidade instalada de 250,5 MW em Espanha, tornando-se o sexto maior operador eólico da Península Ibérica, com um total de cerca de 1320 MW de capacidade instalada.

“Tal como anunciámos ser nossa intenção, estamos a expandir o nosso portefólio na Península Ibérica. Esta é uma aquisição muito importante, que nos garante um lugar de destaque na produção de energia eólica em Espanha. No atual contexto é importante que as empresas continuem a investir. Desse ponto de vista esta aquisição é uma prova de confiança no futuro deste setor” sublinhou Pedro Norton, CEO da Finerge em comunicado.

O responsável reforça que “esta é a primeira grande operação realizada desde a criação da Divisão de Crescimento da Finerge, sediada em Lisboa desde maio. A empresa tem um total de 46 parques eólicos e quatro parques solares, em Portugal, e seis centrais solares fotovoltaicas em Espanha, à quais junta estes sete parques eólicos recém-adquiridos.

Através dos seus 659 aerogeradores instalados nas 53 centrais eólicas que explora, e nas dez centrais solares fotovoltaicas, em Portugal e Espanha, a Finerge tem neste momento uma capacidade instalada de 1321 MW, produzindo cerca de 3268 GWh por ano, evitando a emissão de 1801 quilotoneladas de CO2.

Notícia atualizada

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

EDP Renováveis vende sete parques eólicos à Finerge por 500 milhões de euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião