Economia britânica tem queda histórica do PIB de 20,4% no segundo trimestre

A sexta maior economia do mundo entrou em recessão técnica. Contração de 20,4% excede largamente a queda de 12,1% na zona euro e de 9,5% nos Estados Unidos no segundo trimestre. 

A economia britânica registou uma queda recorde ao afundar 20,4% entre abril e junho quando as regras de confinamento devido ao coronavírus foram mais apertadas. Esta é a maior contração registada, até agora, em todas as grandes economias.

A sexta maior economia do mundo entrou em recessão técnica já que apresenta o segundo trimestre consecutivo de contração económica. Nos três primeiros meses, o Reino Unido registou uma quebra do PIB de 2,2%. Esta contração excede largamente a queda de 12,1% na Zona Euro e de 9,5% nos Estados Unidos no segundo trimestre.

“A recessão resultante da pandemia de coronavírus levou à maior quebra de sempre do PIB trimestral, sublinhou Jonathan Athow do Instituto Nacional de Estatísticas Britânico. “A economia começou a recuperar em junho. Mas, ainda assim, o PIB em junho ficou um sexto abaixo do nível de fevereiro, antes de o vírus atacar”.

Durante o mês de junho houve sinais de retoma, já que o PIB cresceu 8,7% face ao mês anterior, mas não foi o suficiente para travar a queda histórica, sublinhou o organismo homólogo do INE. Para alguns analistas esta retoma pode ser apenas um compensar dos tempos de confinamento que poderá não ter reflexo nos meses seguintes.

Os serviços, a construção e a produção registaram quedas trimestrais recordes, ou seja, os setores mais expostos às restrições impostas pelo Governo de Boris Johnson para tentar travar os avanços da pandemia.

O consumo privado foi responsável por mais de 70% da contração ao registar uma quebra de 23,1%, explica o Athow, acrescentando que “também houve quebras assinaláveis no investimento”, na rubrica da formação brutal de capital fixo e consumo público.

Com este desempenho da economia já se antecipa uma onda de desemprego no final do ano. “Estes dados confirmam que os tempos duros chegaram”, disse o ministro das Finanças, Rishi Sunak. “Centenas de milhares de pessoas já perderam o seu posto de trabalho e, infelizmente, nos próximos meses, muitos mais vão perder”, antecipou o responsável.

Na semana passada o Banco de Inglaterra antecipou que será necessário esperar até ao quatro trimestre de 2021 para que a economia britânica volte à dimensão atual e alertou também para a subida abrupta do desemprego.

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