Nas notícias lá fora: Taxas alfandegárias, TUI e Wirecard

  • ECO
  • 13 Agosto 2020

Alterações na lista de produtos da UE sujeitos a taxas alfandegárias pelos EUA, saída da Wirecard do DAX e perdas de mais de mil milhões da gigante das viagens TUI devido à pandemia em destaque.

Pequenas alterações na lista de produtos da UE sujeitos a taxas alfandegárias por parte dos EUA são notícia no dia em que é sabido que a inflação na Venezuela disparou 843% na primeira metade do ano. Em termos empresariais, destaque para as perdas de 1,1 mil milhões do gigante das viagens TUI devido à pandemia, para a saída da Wirecard do principal índice bolsista alemão, enquanto é ainda avançada a possibilidade de Itália e a Euronext poderem unir-se para comprar a bolsa italiana à de Londres.

FXStreet

EUA fazem pequenas alterações a lista de produtos da UE sujeitos a taxas alfandegárias

O Governo dos EUA anunciou uma “modesta modificação” da lista de produtos europeus sujeitos a tarifas alfandegárias, excluindo alguns gregos e britânicos e incluindo outros alemães e franceses, mantendo a taxa entre 15% e 25%, impostas como represália aos apoios que a Airbus recebe. “A União Europeia e os Estados-membros não tomaram as ações necessárias para cumprir com as decisões da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, disse o representante dos EUA para o Comércio Externo, Robert Lighthizer. Não obstante, Lighthizer adiantou que vai começar “um novo processo para alcançar” uma solução “duradoura”. Lighthizer qualificou as alterações como “modestas” e realçou que “o volume de produtos europeus sujeitos a estas medidas continuará sem alterações, em 7,5 mil milhões de euros, e as taxas em 15% sobre produtos aeronáuticos e 25% para os outros”. Esta modificação entra em vigor a 1 de setembro.

Leia a notícia completa na FxStreet (acesso livro, conteúdo em inglês)

Expansión

Wirecard de saída do Dax alemão

A Deutsche Boerse vai retirar a Wirecard do seu índice de referência DAX a 21 de agosto antes da revisão trimestral regular prevista para setembro, decisão que surge após o colapso da fintech alemã que está envolvida em acusações de fraude contabilística. A decisão surge no seguimento da alteração das regras que regem os índices de referência da bolsa germânica e após a Wirecard ter declarado insolvência em junho. Essas regras favorecem a retirada imediata das empresas falidas do índice, em vez de esperar pela revisão. “De acordo com as novas regras, as empresas insolventes serão removidas dos índices de referência DAX com pré-aviso de dois dias de negociação”, disse a bolsa alemã em comunicado.

Leia a notícia completa no Expansión (acesso livre, conteúdo em espanhol)

Reuters

TUI com quebra de receitas de 1,1 mil milhões devido à pandemia

A operadora de turismo alemã registou uma queda de 1.100 milhões de euros nas suas receitas entre março e junho, que ficaram 98% aquém do verificado no mesmo período de 2019. O confinamento e o encerramento de fronteiras nesse período afundou as receitas da gigante alemã, que em todo o caso denota uma recuperação da procura desde a abertura das contratações de viagens. A TUI diz já ter 57% do programa de verão de 2020 vendido, enquanto para a época alta de 2021 as reservas aumentaram 145%.

Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês)

Bloomberg

Itália e Euronext unidas para ficar com a bolsa Italiana

Itália estará a considerar associar-se à Euronext — plataforma da qual faz parte a bolsa portuguesa — com vista à aquisição da operadora de bolsa do país. Segundo fontes próximas, o governo e a Euronext têm estado a ponderar a possibilidade de uma compra conjunta da Borsa Italiana, propriedade da London Stock Exchange. No cenário em discussão, a Euronext acabaria por ficar proprietária da bolsa italiana, enquanto a estatal Cassa Depositi e Prestiti ficaria com uma participação na Euronext.

Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso pago, conteúdo em inglês)

Diario las Américas

Venezuela com inflação de 843% nos primeiros sete meses do ano

O preço dos produtos e serviços na Venezuela registou uma subida média de 55,5% em julho, elevando para 843,44% a inflação acumulada desde janeiro, anunciou a Comissão de Finanças do Parlamento venezuelano. “Os números (da inflação) registaram um aumento de 55,5% no mês de julho e a inflação acumulada é de 843,33%. Os itens que mais aumentaram foram os serviços públicos, seguidos pelos serviços de comunicação”, disse o presidente da Comissão de Finanças. Durante uma conferência de imprensa através da plataforma Zoom, Alfonso Marquina precisou que ao longo do mês de julho os preços dos serviços públicos e dos serviços de comunicação aumentaram 483,5% e 326,4%, respetivamente. O deputado frisou que o bolívar, a moeda venezuelana, “lamentavelmente, já não é aceite como mecanismo de pagamento”.

Leia a notícia completa no Diario las Américas (acesso livre, conteúdo em espanhol)

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